Colheita da soja está tecnicamente encerrada no RS

Produtores já planejam os preparativos para a próxima

FOTO FERNANDO DIAS

A colheita da soja está tecnicamente encerrada (99%) no RS, restando uma pequena área em maturação a ser colhida. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (27) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), ao finalizarem as atividades da safra 2020/2021, os produtores já planejam os preparativos para a próxima.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, a finalização da colheita foi favorecida pelos dias secos que aceleraram a maturação e diminuíram rapidamente o teor de umidade nos grãos. Apesar da diminuição de produtividade nas últimas áreas, ela se manteve próxima às médias anteriores, entre 40 a 70 sacas por hectare. A diferença maior se deu nas áreas em que houve carência de umidade no período reprodutivo, especialmente em parte da Fronteira Oeste. O planejamento dos produtores para a próxima safra projeta aumento dos custos de produção. Em Dom Pedrito, com 120 mil hectares cultivados na safra atual, sojicultores estimam elevação de 25% do custo em função da elevação dos preços dos principais insumos.

Na de Ijuí, a finalização da colheita da cultura de segundo cultivo obteve rendimento médio levemente superior a 40 sacas por hectare. Os melhores resultados ocorreram nas áreas de cultivo sobre a resteva do milho colhido em janeiro. Produtores já realizam o planejamento da próxima safra com reserva e/ou aquisição de sementes e de insumos com recursos próprios. Cerealistas e cooperativas ofertam propostas de troca de insumos por produto para a próxima safra.

Nas regionais de Soledade e Erechim, a safra finalizou com rendimentos médios de 55 e de 61 sacas por hectare, respectivamente. Na de Caxias do Sul, com a colheita concluída, produtores já semearam plantas de cobertura de solo ou forrageiras de inverno. Áreas destinadas para grãos – trigo, aveia e cevada – seguem em pousio, aguardando a época apropriada para semeadura. Na de Frederico Westphalen, a produtividade das lavouras atingiu uma produtividade média de 61 sacos por hectare, 44% superior à do ano anterior.

Com o encerramento da colheita na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, foi possível estabelecer a produtividade média, que chegou a 55 sacos por hectare, com produto final de ótima qualidade. Na de Pelotas, a atividade foi muito beneficiada pelas boas condições climáticas para as operações de colheita e transporte do grão, devido à predominância de tempo seco em maio e abril. Outro fator que colaborou foi a mecanização, pois a entrada de maior número de colheitadeiras automotrizes permitiu a colheita da soja em menor tempo. As produtividades são históricas para a região, com média de 54 sacas por hectare, resultando na maior safra, tanto em produção como em renda para o sojicultor. A ocorrência de geadas foi bem-vinda, proporcionando o controle natural das plantas de soja voluntárias que emergiram após a colheita. Com este controle, elimina-se a chamada ponte verde, impedindo a sobrevivência e multiplicação das pragas e doenças para o próximo cultivo.

Na região de Porto Alegre, com produtividade e preço acima do esperado inicialmente, a tendência é de aumento na área a ser plantada na próxima safra. A comercialização da oleaginosa segue intensificada, motivada sobretudo pela boa valorização do grão.

Na regional de Santa Rosa, a produtividade média ficou próxima de 53 sacas por hectare. A produção foi de pouco mais de 38 milhões e 100 mil sacas de soja, o que gera um movimento econômico superior a R$ 6 bilhões de reais, considerando os valores atuais de comercialização da oleaginosa. O preço da soja agrada os produtores, que têm realizado a venda do produto e garantido recursos para pagamento das obrigações bancárias. As agropecuárias da região já fazem reservas de sementes para a próxima safra.

 

Com informação: AI Seapdr/Emater