Dólar recua para menor nível desde o fim de julho, cotado a R$ 5,27

Moeda norte-americana recuou 1,1%

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

O dólar fechou no menor patamar desde o fim de julho nesta segunda-feira, caindo cerca de 1%, com investidores imprimindo no câmbio um começo de semana otimista nos mercados globais antes de importantes decisões de política monetária nos próximos dias.

O dólar à vista recuou 1,10%, a R$ 5,2747 para a venda, menor nível desde 31 de julho (R$ 5,2185).

A moeda oscilou entre R$ 5,3244, na máxima alcançada pela manhã (-0,16%), e R$ 5,2626 reais na mínima (-1,32%), durante a tarde.

Na B3, a bolsa de valores brasileira, o contrato de dólar de maior liquidez cedia 0,83% às 17h05min, para R$ 5,2795.

O real esteve entre as moedas com melhor desempenho nesta sessão, acompanhado outras divisas emergentes sensíveis ao sentimento de risco, como o peso mexicano, que subia 1%, e o rand sul-africano, com +0,6%.

Vacina e Selic
A melhora do humor de investidores teve relação com notícias sobre testes para vacina contra a Covid-19. A farmacêutica Pfizer Inc e a empresa de biotecnologia BioNTech SE propuseram, no sábado, expandir a Fase 3 dos testes, e a farmacêutica AstraZeneca informou, também no final de semana, que havia retomado os testes clínicos britânicos da vacina.

Notícias sobre fusões e aquisições também ajudaram a levantar o ânimo de agentes financeiros, no início de uma semana rica em decisões de juros – Brasil, EUA, Japão e Reino Unido atualizarão nos próximos dias avaliações sobre a política monetária.

No Brasil, a expectativa é de manutenção da Selic em 2% ao ano, devido ao recente noticiário fiscal que inspirou maior cautela em meio a leituras mais altas de inflação no atacado.

O mercado financeiro manteve as estimativas para o dólar ao fim de 2020 (R$ 5,25) e 2021 (R$ 5), mas reduziu a projeção para a Selic no término de 2021 de 2,88% para 2,50%, conforme a mais recente pesquisa Focus do BC divulgada mais cedo.

O dólar fechou 2019 valendo R4 4,0129. Em 2020, a moeda norte-americana dispara 31,44%, fazendo do real a divisa relevante com pior desempenho no período.