Influenciado pelo exterior, dólar registra maior queda em três meses

Moeda norte-americana fechou em R$ 5,41

Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Divulgação / CP

Influenciado por ações do Banco Central norte-americano, o dólar teve nesta sexta-feira a maior queda em três meses. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,416, com recuo de R$ 0,163 (-2,93%). Foi a maior queda percentual em um dia desde 2 de junho, quando a moeda havia caído 3,23%.

A divisa está no menor valor desde 13 de agosto, quando tinha fechado em R$ 5,368. Nesta semana, o dólar caiu 3,41%, mas acumula alta de 3,78% em agosto e de 34,95% em 2020.

Nesta sexta, o dólar caiu contra as principais moedas do planeta: 1,7% ante o peso mexicano, 1,5% contra a moeda da Nova Zelândia e 1,1% frente ao iene.

O principal motivo para o recuo da moeda norte-americana é a avaliação do mercado de que a mudança de abordagem pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, pode significar longo período de baixas taxas de juros, reduzindo a atratividade do dólar como investimento.

No mercado de ações, a nova estratégia divulgada ontem pelo Fed provocou euforia. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou em alta de 1,51%, aos 102.143 pontos. Por causa do desempenho de hoje, o índice encerrou a semana com leve alta acumulada de 0,6%. Em agosto, o Ibovespa registra queda 0,75%.

Além dos fatores internacionais, a alta do Ibovespa sofreu influência dos juros baixos no Brasil. Com a taxa Selic (juros básicos da economia) no menor nível da história, em 2% ao ano, investidores domésticos passaram a migrando para a bolsa, em busca de rentabilidades maiores – apesar do risco do mercado de ações.