Covid-19: com 1,96 milhão de casos, Brasil supera 75 mil mortes

Região Sul teve majoração dos casos e falecimentos em relação à semana anterior; no RS, número de óbitos cresceu 42%

Cirurgias e tratamentos contra a Covid-19 são prejudicados pela falta de medicamentos | Foto: Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus/Agência Câmara de Notícias
Foto: Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus/Agência Câmara de Notícias

O Brasil chegou a 1.966.748 casos confirmados acumulados de Covid-19 e o total de 75.366 óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. Os números foram atualizados pelo Ministério da Saúde hoje, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Nas últimas 24h, foram 39.924 novos registros de pessoas diagnosticadas com Covid-19 informados pelas autoridades estaduais de saúde. Entre ontem e hoje, foram 1.233 mortes registradas no sistema do Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, 635.818 pessoas seguem em acompanhamento e outras 1.255.564 se recuperaram da doença.

Os estados com mais mortes até o momento foram São Paulo (18.640), Rio de Janeiro (11.757), Ceará (7.030), Pernambuco (5.772) e Pará (5.337). Já as Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia foram Mato Grosso do Sul (183), Tocantins (271), Roraima (403), Acre (446) e Amapá (488).

Evolução da curva
Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, a curva de casos novos por semana epidemiológica oscilou levemente para baixo na última semana (28ª) em comparação com a anterior (27ª), de 262.846 para 263.337. Foi a primeira vez que o total de pessoas infectadas registradas na semana caiu. Até então a curva vinha apresentando números semanais totais ascendentes.

Já a curva de mortes pela covid-19 oscilou levemente para cima no mesmo período. Na 28ª semana epidemiológica, foram 7.204 falecimentos, contra 7.195 na 27ª. Há cerca de um mês e meio os números de óbitos novos por semana vêm oscilando pouco, mantendo uma trajetória de estabilização. A curva, contudo, não apresenta sinais de queda.

Na análise da curva de casos por estados, nove tiveram aumento, oito ficaram estabilizados e 10 experimentaram redução entre as semanas 28 e 27. Já na avaliação de mortes, 12 estados tiveram menos registros, cinco ficaram estabilizados e 10 apresentaram um aumento, especialmente no Sul e Centro-Oeste.

Perguntado sobre o porquê da curva não cair, como em outros países, o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo de Medeiros, respondeu que em função de o Brasil ter dimensões continentais, “a epidemia não se comporta de maneira idêntica em diversas regiões do país”. E acrescentou: “Quando se olha para algumas regiões, a sensação é que o pior já passou. E quando se olha para outras, vê que está passando por este momento agora”.

Comparação internacional
O Brasil segue em 2º no ranking mundial em número de mortes e de casos confirmados de Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos (com 3,4 milhões de pessoas infectadas e 136.466 mortes desde o início da pandemia). Quando considerada a comparação proporcional, no critério incidência (casos de Covid-19 por 100 mil habitantes), o Brasil cai para a 10ª posição; e no critério mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes), o país cai para o 11º lugar.

Covid-19 por região
Na comparação das regiões tomando como referência as semanas epidemiológicas, o Norte apresentou redução de mortes de 9% e de casos de 20%. O estado com maior queda é Roraima (-46% nos casos e 61% nos óbitos).

Na região Nordeste, a redução ficou em 8% nas pessoas infectadas e 4% nos óbitos. O Rio Grande do Norte teve a maior diminuição (-56% nos casos e -38% nas mortes), enquanto o maior aumento de casos ocorreu em Pernambuco (24%).

No Sudeste, na 28ª semana, foram registrados 7% mais casos e 3% menos falecimentos em decorrência da doença. Em registros de casos confirmados de Covid-19, o Rio de Janeiro teve 21% de queda e Minas Gerais 19% de elevação no índice. Já se considerados os óbitos, o Espírito Santo apresentou queda de 26% e Minas Gerais contabilizou incremento de 22%.

No mesmo período, o Sul teve majoração dos casos e falecimentos de, respectivamente, 8% e 36%. As maiores elevações dos índices foram em Santa Catarina (24% nos casos) e Rio Grande do Sul (42% de óbitos).

O Centro-Oeste é a região com maior incremento de casos (6%) e de mortes (26%). Entre os estados, os destaques negativos foram Mato Grosso (20% nos casos) e Distrito Federal (49% nos falecimentos).

Síndrome Respiratória Aguda Grave
As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) somaram 404.037 desde o início do ano, tendo 36.830 novas notificações na última semana epidemiológica. Desse total, 191.466 foram pela Covid-19. Outros 77.348 seguem em investigação.

Dos internados por Covid-19, 50,4% tinham acima de 60 anos, 43% eram mulheres e 57% eram homens. No recorte por cor e raça, 31,3% eram pardos, 28,4% eram brancos e 4,6% eram pretos.

Já no perfil dos pacientes que faleceram por SRAG diagnosticados com Covid-19, 71,8% tinham mais de 60 anos, 42% eram mulheres e 58% eram homens. Na distribuição por raça e cor das vítimas, 35,3% eram pardas, 25,2% eram brancas e 4,9% eram pretas.