Cúpulas do TSE e do Congresso debatem adiamento das eleições

Ministro Barroso afirmou que há consenso médico sobre a necessidade de transferir o primeiro turno para a segunda quinzena de novembro

Foto: Abdias Pinheiro / ASCOM / TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e o vice-presidente da Corte, Edson Fachin, se reuniram na tarde desta segunda-feira com os presidentes da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a realização das eleições municipais em meio à pandemia de coronavírus.

Barroso relatou aos líderes que conversou nas últimas duas semanas com oito especialistas da área da saúde (epidemiologistas, infectologistas, sanitarista, físico especializado em estatística de pandemia e biólogo). O ministro afirmou aos parlamentares que há um consenso médico sobre a necessidade do adiamento por algumas semanas, sendo o primeiro turno para ocorrer entre a segunda quinzena de novembro e o começo de dezembro. Barroso deixou claro, porém, que a definição da data é uma “decisão política”.

“Todos os especialistas deram posição de consenso de que vale a pena adiar por algumas semanas, mas não deixar para ano que vem porque não muda muito do ponto de vista sanitário (…) Endossaríamos, portanto, a ideia de adiar por algumas semanas”, disse Barroso aos parlamentares.

As datas do pleito serão definidas pelo Congresso, uma vez que o dia da eleição está previsto na Constituição, no primeiro domingo de outubro, e para altera-lo é necessária emenda constitucional. Em acordo na reunião, os presidentes Câmara e o Senado se comprometeram a dar andamento na discussão após um encontro com os profissionais da saúde. Ministros e parlamentares também trataram sobre a necessidade de alterar algumas datas importantes vinculadas ao pleito. A questão, porém, vai ser discutida no âmbito do Congresso Nacional.

O presidente do TSE relatou conversas internas para ampliar o horário da votação para 12 horas e prever campanhas para votação em horários conforme a faixa etária. Barroso também pediu ajuda do Congresso para obtenção de doações de empresários para materiais de proteção aos mesários e eleitores, como máscaras e álcool gel.