Em vídeo, Leite fala em “guerra sanitária” e pede que gaúchos fiquem em casa

Em tom de alerta – “o coronavírus é real e ele vai matar” –, governador repete apelo que vem fazendo desde que o primeiro caso se confirmou, em 10 de março

Foto: Rodger Timm / Palácio Piratini

“Gaúchas e gaúchas, estamos numa guerra sanitária. O coronavírus é um inimigo invisível e traiçoeiro. Ele provoca uma doença veloz e sem fronteiras, que paralisa o mundo e desafia governos, empresas e instituições”, reitera o governador Eduardo Leite em um pronunciamento oficial e publicado, em redes sociais, na noite dessa quinta-feira.

No vídeo, Leite considera ser compreensível que as famílias tenham dúvidas, receios e medo, mas pondera que “não é direito de nenhum governo ficar parado”: “Propor e executar medidas drásticas, ainda que antipáticas e restritivas, deve ser feito em respeito à população.”

Mais cedo, o governador assinou mais dois decretos a fim de restringir a propagação do vírus em cidades gaúchas. Um deles eleva o RS ao status de calamidade pública, determinando medidas ainda mais restritivas à população, e outro cria o Gabinete de Crise, reunindo especialistas, entidades e órgãos para enfrentar, monitorar e tomar ações de combate à pandemia.

Em tom de alerta – “o coronavírus é real e ele vai matar” –, o governador repete o apelo que vem fazendo desde que o primeiro caso se confirmou, em Campo Bom, no Vale do Sinos, em 10 de março: “Fique em casa!”.

“Não temos tempo a perder. Cada um de nós é capaz de atuar significativamente contra a expansão do coronavírus. Por isso, não se exponha. Fique em casa. Proteja as pessoas de mais idade. Tudo o que puder ser cancelado deve ser cancelado. Não economize no cuidado. Não podemos esquecer que há um intervalo de tempo entre o contágio e os primeiros sintomas. Certamente, o vírus já circula nas nossas casas, nos nossos locais de trabalho e de diversão e é agora que precisamos mudar nossos hábitos”, enfatiza.

Destacando a higienização pessoal e dos espaços, além da chamada “etiqueta respiratória”, o governador também pede “empatia” e lembra que a propagação do vírus é rápida e a letalidade – em idosos, pessoas vulneráveis e doentes crônicos – considerada alta.

“Nós temos no RS um povo afetuoso. Que nós tenhamos, daqui a algumas semanas, apenas saudades dos abraços, beijos e apertos de mão que não estamos dando hoje. É muito melhor a saudade de um aperto de mão do que de alguém que partiu”, finaliza.

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