Estado e municípios unificam calendário escolar a partir de 2020

Secretário da Educação avaliou a greve do magistério, dizendo que governo e professores têm consciência de que aulas deverão ser recuperadas.

Faisal Karam falou da unificação do calendário escolar e da greve de professores | Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
Faisal Karam falou da unificação do calendário escolar e da greve de professores | Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

O Palácio Piratini firma, nesta quinta-feira, uma parceria com municípios do Rio Grande do Sul na área da Educação. A partir de 2020, o calendário escolar será unificado entre instituições estaduais e municipais. O acordo tem como objetivo fortalecer o regime de colaboração por meio do planejamento e implementação de políticas educacionais em comum.

O secretário da Educação, Faisal Karam, pontuou que a medida visa qualificar o trabalho e otimizar recursos do setor. “Nós poderemos ter avaliações permanentes e o acompanhamento destes resultados em tempo real”, afirmou. “Que traga benefícios à rede em termos de qualidade”, completou o titular da pasta.

A ideia também é promover a formação continuada dos profissionais da educação. Além disso, o programa deve organizar a distribuição de verbas ao transporte escolar. Para 2021, o Estado e os municípios devem unificar também o calendário de matrículas. Ainda não há a estimativa de quantas cidades vão aderir ao modelo.

Greve do magistério

O titular da pasta da Educação também comentou a greve de professores. O movimento ingressou no quarto dia de mobilização em todo o Rio Grande do Sul. Segundo o CPERS, 1.428 escolas aderiram à paralisação (727, totalmente; e 701, parcialmente). A Seduc manteve os números divulgados na segunda-feira, quando registrou 488 instituições em greve (204, totalmente; e 284, parcialmente).

De acordo com Faisal Karam, as aulas perdidas terão de ser recuperadas. “Isso é bastante tranquilo para a Seduc e acho que é bastante tranquilo para a categoria também”, considerou. O secretário reconheceu que o momento é difícil, em razão das crises financeiras do Estado nas últimas décadas. “A classe de professores sabe disso, o governo sabe disso”, ponderou.

O magistério protesta contra o pacote de reformas administrativa e previdenciária proposto pelo governo do Estado. Atualmente, professores ganham salários que variam de R$ 1.260,20 a R$ 3.780,60, no regime de 40 horas semanais. Com a mudança, os subsídios passariam a variar de R$ 2.557,70 a R$ 3.887,30.