
A 65ª Feira do Livro de Porto Alegre começa nesta sexta-feira com a festa de abertura, às 18h30min, no Teatro Carlos Urbim (Av. Sepúlveda). São 65 anos ininterruptos promovendo o livro e a leitura e a aproximação entre leitor e escritores. Um encontro cultural que oportuniza, congrega e une as pessoas em torno de ações culturais. A patrona deste ano é a escritora, professora e contadora de histórias Marô Barbieri.
Até o dia 17 de novembro, será oferecida uma programação preparada pela Câmara Rio-Grandense do Livro. Contará com a presença de autores gaúchos, mais de 600 sessões de autógrafos e mais de 500 atividades, entre encontros, conversas e debates. Participarão dos encontros com o público 150 autores brasileiros e 12 escritores internacionais.
Nas oficinas do evento estarão escritores, pesquisadores e profissionais do mundo do livro oferecendo suas habilidades e técnicas em atividades gratuitas que contemplam diferentes etapas e perspectivas sobre o fazer literário, a leitura, a produção textual e o trabalho criativo.
Conforme o presidente da Câmara do Livro, Isatir Bottin Filho, “esta será a Feira da inclusão, da acessibilidade e da inovação”. Isatir lembra que a estrutura montada e as diversas ações que serão desenvolvidas durante o evento fazem parte do projeto “Feira do Livro 65 Anos”, com o objetivo de tornar os espaços mais acessíveis, atraentes e seguros.
Inovação
Participam da festa literária 106 expositores – 86 na Área Geral, 13 na Área Infantil e Juvenil e sete na Área Internacional. Uma das novidades, dedicada ao público jovem e adulto, é o espaço Arena Inovação, que abre hoje, com a Mostra de Projetos de Iniciação Científica, promovida pela Secretaria Municipal de Educação de Novo Hamburgo, das 9h às 18h.
No sábado e domingo, das 9h às 20h30min, acontece “Hackatown: Democratização da leitura”, com palestras sobre questões ligadas à leitura no país, dos desafios às novidades no setor. Os participantes serão reunidos em equipes para idealizar soluções a partir da abordagem design thinking (conjunto de métodos e processos para abordar as ideias criadas).
Haverá ainda um espaço para a “Literatura Oral – A palavra como patrimônio”, tema central da Área Infantil e Juvenil nesta edição, com destaque para a Literatura Indígena e a Literatura Afro-Brasileira. É com esse foco que os encontros, seminários e contação de histórias foram desenvolvidos. A programação infantojuvenil e as atividades para professores têm como objetivo principal contribuir para a formação de leitores e mediadores.
Páginas do mundo
No sábado, às 16h30min, no Auditório Barbosa Lessa, no Centro Cultural CEEE (Andradas, 1223), o debate será do Brasil aos coletes amarelos franceses, com três reconhecidos autores internacionais em encontro que tem a participação do jornalista gaúcho Juremir Machado da Silva. Participam o francês Philippe Joron e os italianos Vincenzo Susca e Fabio La Rocca.
Neste mesmo local, o escritor sueco Mats Strandberg também é destaque no sábado, às 18h, ao apresentar seu livro “A última Travessia” (Editora Morro Branco), que tem tradução de Fernanda Sarmatz Akesson. Com tradução simultânea. Terá ainda conversa com a Patrona, Marô Barbieri, às 17h, em um sala do centro cultural, com Dilan Camargo, Cíntia Moscovich e Patrícia Langlois.
Aos sábados, a feira vai funcionar a partir das 10h. Nos outros dias, as bancas da área infantil estarão abertas das 9h30min às 20h30min e os setores geral e internacional, terão funcionamento das 12h30min às 20h30min. Quem quiser mais detalhes sobre a Feira do Livro, pode acessar o site do evento.