Sobre as mãos…

Alguém aí já deve ter se deparado com a expressão “mão-aberta”… Pois hoje vamos saber um pouco mais sobre o significado e fazer algumas comparações. O “mão-aberta” é um cara esbanjador, aquele que gasta muito, que paga cerveja pros amigos, enfim… bem ao contrário do “mão de vaca”, que é o muquirana, aquele que atravessa o Lago Guaíba com dois antiácidos na mão que chegam sequinhos do outro lado.

Já a expressão “de mão beijada” é quando a pessoa recebe tudo com muita facilidade, tranquilamente, um sortudo que não faz muito esforço para ganhar vantagens. O “mão de alface” é um termo do futebol que se refere a um goleiro que não consegue segurar a bola direito, toma gol “de frango”, tem a mão boba e não consegue segurar nada, que também pode ser chamado de “mão de defunto”, alguém que não consegue usar as mãos habilmente e que tem dificuldade para segurar algo.

Em Portugal, a expressão “mão de aranha” é utilizada para designar uma pessoa que tem pouca habilidade manual, que deixa frequentemente os objetos caírem no chão, por exemplo:”O José é uma mão de aranha… já quebrou mais um copo! Já o “mão cheia” é um indivíduo que possui grande habilidade naquilo que faz: “Consegui um pedreiro de mão cheia que que fez um serviço de primeira lá em casa!”.

“Mão de boneca” é a criatura que não “segura” nada, ou seja, chefe que se esquiva de responsabilidade e não decide nada. É quase um água de salsicha. Às vezes, numa roda de mate, aparece uma “mão de cola”… aquele que pega a cuia e não solta mais.

O pão duro, sovina, avarento é o “mão de figa”. Duvido que alguém consiga fazê-lo gastar um centavo, um casquinha, pessoa que sempre quer economizar também chamado  “mão de boneco”! O “mão de ferro” é uma pessoa rígida em sua decisões, como, por exemplo, o modo de governar do presidente boliviano Nicolás Maduro.

Já quem consegue fazer tudo com perfeição é chamado “mão de mestre”  e estar nas “mãos de calango” significa: numa pior, numa situação ruim, sem dinheiro, duro. Bueno, na pior das hipóteses, melhor ser um “mão aberta” que um “mão de figa”, porque, às vezes, somar, dividir, repartir, partilhar, compartilhar, é a melhor escolha quando se pensa no coletivo.