Indústria gaúcha fecha 2018 com segundo maior crescimento do país

Com avanço de 5,5%, Estado teve a segunda maior expansão do país no ano passado

Indústria gaúcha. Foto: Marcos Issa / Divulgação / CP

A indústria brasileira cresceu 1,1% em 2018, registrando aumento em 11 dos 15 locais pesquisados, incluindo o Rio Grande do Sul. Com avanço de 5,5%, o Estado teve a segunda maior expansão do país no ano passado, atrás apenas do Pará, que registrou alta de 9,6%. Apesar disso, de novembro para dezembro, o setor gaúcho teva queda  de 3,6%, na contramão da evolução nacional na transição mensal, de 5,2%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Além do Pará e do RS, Amazonas (5,2%), Pernambuco (4,1%) e Santa Catarina (4,0%). Paraná (1,8%) e Rio de Janeiro (1,8%) registraram crescimento acima da média da indústria. Outros locais com resultados positivos foram São Paulo (0,8%), Bahia (0,8%), Ceará (0,4%) e Região Nordeste (0,2%). O principal recuo foi em Goiás (-4,5%), seguido por Minas Gerais (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Mato Grosso (-0,1%).

O maior dinamismo foi particularmente influenciado pela expansão na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor de transportes, para construção, agrícolas e de uso misto), de bens intermediários (minérios de ferro, celulose, óleo diesel, naftas para petroquímica, siderurgia, derivados da extração da soja, pneus para caminhões e ônibus, peças e acessórios para indústria automobilística, embalagens e produtos de borracha e de material plástico) e de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”). Também influenciou a maior produção de bens de consumo semi e não-duráveis, como carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, produtos têxteis, álcool etílico, medicamentos e produtos de perfumaria, sabões, limpeza e de higiene pessoal.

Já os estados em que houve redução foram pressionados, principalmente, pelo comportamento negativo vindo das atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico), de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis). Minas Gerais (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Mato Grosso (-0,1%) também mostraram taxas negativas nesse indicador.

De novembro para dezembro de 2018, houve ligeiro acréscimo de 0,2% da produção industrial nacional, com taxas positivas em sete dos quinze locais, na série com ajuste sazonal. Os maiores aumentos foram em Goiás (10,5%), Rio de Janeiro (4,3%) e Amazonas (4,0%), mas Mato Grosso (1,9%), São Paulo (1,4%), Minas Gerais (0,7%) e Paraná (0,2%) também tiveram resultados positivos. Por outro lado, na mesma comparação, as quedas mais intensas foram em Pernambuco (-5,1%), Região Nordeste (-4,9%) e Rio Grande do Sul (-3,6%). Santa Catarina (-2,7%), Espírito Santo (-1,7%), Pará (-1,5%), Ceará (-1,4%) e Bahia (-1,2%) também apresentaram índices negativos.

Comparação com dezembro de 2017

Na comparação com igual mês de 2017, a indústria nacional mostrou redução de 3,6%, com nove dos 15 locais pesquisados apontando taxas negativas. Vale ressaltar que dezembro do passado teve 20 dias úteis, mesmo número que dezembro de 2017. No período, registraram queda Pernambuco (-7,6%), Região Nordeste (-6,0%), São Paulo (-5,2%), Amazonas (-5,0%), Ceará (-3,0%), Rio Grande do Sul (-2,5%), Mato Grosso (-2,3%), Santa Catarina (-1,3%) e Rio de Janeiro (-0,6%). Por outro lado, registraram taxas positivas Pará (6,1%), Minas Gerais (1,8%), Bahia (1,3%), Goiás (1,1%) e Paraná (0,6%).