Prosa de corredor

Buenas!!! De vez em quando se aproxega das casa a Tia Picucha, personagem inventado por mim em outros tempos aqui na Rádio Guaíba. E quando ela me visita sempre tem muito assunto e um linguajar próprio de gente de campanha. Aí que me refiro! Dá uma bispadinha no que vou assuntar!

Tchê, gurizes, eu ando pelas caronas, to quaje entregando as fixas. Não é que de vereda hoje ao pegar o bonde, me caiu os butiá dos bolso. Mas a falta de respeito é um causo sério. Aqueles bancos que são para pessoas mais velhas e coisa tal, são ocupados por uns despachados que se fingem de morto pra ganhar sapato novo e não se levantam pra dar o lugar a quem tem direito. E o condutor e o cobrador se fazem de chancho rengo e se deitam nas cordas em vez de botar os cachorros nessa indiada mala-conduta. É por isso que eu digo – ovelha não é pra mato.

E o povo, como anda atucanado. Uns andam pelas ruas acochambrados, outros mais faceiros, que nem gordo de camisa nova. Uns cupinchas ficam pelas esquinas, na rua da praia, num verdadeiro campeonato de cuspe, outros inticando com as guria, arrastando a asa e se fresqueando como pinto no lixo.

E a chinelagem, fulerando pela volta, de olho nas guaiacas dos outros e com olhar de cobra choca. Cuidado com esses cueras! Esses alarifes precisam é de uma tunda de laço com rabo de tatu. Ah meu bodoque lá em casa e meu relho trançado no lombo desses veiáco!
Ah, vi uma pechada na esquina, um chofer de táxi com outro auto de praça, mas nada de mais, foi a trava que emperrou e um dos desinfelizes deu com os burros n´água.

Mas e o vivente que foi flagrado andando de bicicleta mais pelado que sovaco de anjo no Centro de Porto Alegre?! Uma cena incomum! Segundo a Brigada Militar, o fato aconteceu no final da tarde da semana passada na Rua dos Andradas. O desabotinado disse que era um trabalho artístico, mas foi enquadrado pela briosa. Mas se tá com calor que vá pro meio do mato e se pele por lá e ache uma cachopa de marimbondo pelo meio do caminho!

Fiquei sabendo também que um faixa meu bateu com a cola na cerca, mas em compensação outro juntou os trapos e um chinoca dos meus conhecimentos tá lambendo a cria que veio ao mundo de já hoje.

Nomás eu fico lá no meu Itapuã, cuidando das casa, apreciando a toalha de matéria que ganhei de brinde numa rifa, tirando barro dos quichutes, lavando as camisa volta ao mundo e os carpim do meu marido na beira do arroio e… lagarteando, te explico… fico sem fazer nada, ao sol, de preferência comendo bergamota e curingando os lambari no açude…

Mas bem capaz que eu vou trocar de pouso!
“Tiá volta Rio Grande“.