Infestação de águas vivas provoca mais de 3 mil queimaduras no mesmo dia no litoral gaúcho

Guarda-vidas espalharam bandeiras roxas por toda a orla, de Torres ao Chuí

Foto: Guilherme Testa/CP

Uma infestação de águas vivas levou os guarda-vidas a espalharem bandeiras roxas pelo litoral Norte gaúcho, de Torres ao Chuí. De acordo com o coordenador da Operação Verão, tenente-coronel Jefferson Ecco, correntes marítimas menos frequentes reduziram a altura das ondas, contribuindo para a proliferação das colônias, que, nos últimos dias, chegaram à linha de banho. Foram mais de 3,2 mil casos de incidentes registrados só nesse sábado – o equivalente à metade do total da temporada.

A sinalização roxa, específica para as águas vivas, adverte para o perigo de queimaduras a partir do contato com os tentáculos do animal. A maioria dos casos, de acordo com Ecco, envolveu ferimentos leves, sem maior gravidade.

Entre as dicas para evitar ou minimizar o problema, uma delas é levar para a beira-mar uma garrafa de vinagre diluído em água doce. Com a aplicação da substância sobre a lesão, a dor alivia em cerca de 10 a 20 minutos, de acordo com o tenente-coronel. Em caso de sintomas mais intensos, como chiado no peito, inchaço anormal e dificuldade para respirar, a recomendação é buscar um posto médico. Os bombeiros e o Samu, nesses casos, podem ser acionados pelos telefones 193 e 192, respectivamente.

Esfregar areia na lesão, comprimindo ou esfregando a pele, piora o quadro. O mais indicado para se livrar dos resquícios de tentáculo da mãe d’água é o uso de uma pinça ou um palito de picolé, com luvas, se possível. A área pode ser lavada com água do mar depois que os tentáculos forem removidos por completo.