Moro projeta anunciar futuro chefe da PF até sexta-feira

Principal nome cotado para assumir a função de diretor-geral é Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná

Publicada exoneração de Sergio Moro no Diário Oficial da União | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta segunda-feira que o nome do futuro diretor-geral da Polícia Federal pode ser anunciado ainda nesta semana. Cumprindo agenda de reuniões internas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Moro confirmou que trouxe para o gabinete de transição dois nomes ligados à Operação Lava Jato, Rosalvo Ferreira Franco e Erika Marena. Ambos almoçaram no restaurante que fica no CCBB, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

O principal nome cotado para assumir a função de diretor-geral é Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná e amigo de longa data de Moro. Ele já atuou em Brasília na gestão do ex-diretor-geral Leandro Daiello, quando chefiou a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).

O antecessor de Valeixo no cargo de Superintendente da PF no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco, por estar na transição, também passa a ser um nome cotado como possível integrante do grupo do futuro ministro. Rosalvo ocupou por quatro anos e oito meses a Superintendência da PF no Paraná, durante o início e a consolidação da Operação Lava Jato, até dezembro passado, quando Valeixo assumiu.

Além de Rosalvo, também integra o gabinete de transição a delegada da PF Erika Marena, superintendente do órgão no Sergipe. Ela é um dos nomes que devem trabalhar com Moro no Ministério.

O delegado da PF Igor Romário de Paula, um dos nomes da Lava Jato no Paraná, é cotado como possível chefe da Dicor na próxima gestão. O atual diretor-geral, Rogerio Galloro, não deve permanecer no posto. “No momento certo os anúncios públicos serão feitos”, disse Moro.

Moro chegou a Brasília por volta das 10h30min e deve ficar até quinta-feira. Entre as atividades em Brasília, Moro pode ter novo encontro com os ministros das pastas que, fundidas, vai comandar: o da Justiça, Torquato Jardim, e o da Segurança Pública, Raul Jungmann.