Governador do Rio de Janeiro exonera gestores presos na Operação Furna da Onça

Parlamentares recebiam propina para atuar de acordo com interesses do grupo chefiado por Sérgio Cabral

Pezão afirmou não ter conhecimento das acusações imputadas pelos procuradores da Lava Jato | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / CP

A exoneração do secretário estadual de Governo do Rio de Janeiro, Affonso Monnerat, foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial do Estado. Ele foi um dos 22 presos na operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato que investiga a participação de deputados estaduais em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos do governo do estado.

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A exoneração de Monnerat foi feita a pedido e aceita pelo governador Luiz Fernando Pezão, que, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, disse confiar na inocência do ex-secretário. Além disso, o governador também determinou a exoneração de outros três servidores estaduais presos na mesma operação: Carla Adriana Pereira, Shirley Aparecida Martins da Silva e o presidente do Detran, Leonardo Jacob.

A operação

Na mesma nota Pezão afirmou ainda que não tem conhecimento dos fatos e tampouco do teor das acusações imputadas a esses servidores pelos procuradores da Lava Jato. Deflagrada nesta quinta-feira, a operação Furna da Onça revelou a existência de um esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio, Alerj.

De acordo com o Ministério Público Federal, parlamentares recebiam propina para atuar de acordo com os interesses do grupo chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, em votações na Alerj. Ainda segundo o Ministério Público, o esquema movimentou pelo menos R$ 54 milhões e o dinheiro da propina vinha do sobrepreço de contratos para obras no Rio, com recursos estaduais e federais. Dos 22 presos na operação, dez são deputados estaduais.