PF apura 1.659 crimes eleitorais e já confiscou R$ 10,7 milhões

Rio Grande do Sul é o quarto estado no ranking, com 82 investigações em andamento

Urnas eletrônicas. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

A Polícia Federal já instaurou 1.659 inquéritos e 11 termos circunstanciados para apurar possível crimes eleitorais desde janeiro. Com 533 investigações em andamento, o Rio lidera o ranking seguido do Ceará (108), São Paulo (92) e Rio Grande do Sul (82). As apurações em andamento já resultaram em 120 apreensões que somadas atingem a cifra de R$ 10,7 milhões. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Os números foram divulgados pela PF durante a inauguração do Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições (CICCE), criado para acompanhar em tempo real todas as demandas de investigações de crimes eleitorais autorizadas pela Justiça. O CICCE fica instalado em Brasília, mas vai centralizar as informações sobre apurações de todo Brasil, entre elas, as que envolvem a produção e disseminação de fake news.

Além da PF, fazem parte do CICCE representantes do Tribunal Superior Eleitoral, Procuradoria-geral Eleitoral, Conselho de Controle de Atividade Financeira (COAF), Tribunal de Contas da União, Agência Brasileira de Inteligência e outros nove órgãos.

Segundo o diretor-geral Rogério Galloro, o centro integrado repete o modelo utilizado na segurança de grandes eventos realizados na última década, como a Copa do Mundo e Olimpíadas. Para Galloro, a integração entre as instituições vai reduzir o tempo de resposta para casos relacionados a crimes eleitorais, considerados de urgência e emergência.