Com mais dez óbitos, Influenza supera números de 2017 no RS

Quarenta e uma das vítimas tinham fatores de risco e 24 eram maiores de 60 anos, conforme o balanço

Brasília - O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o País. A expectativa é imunizar, até o próximo dia 26, cerca de 90% das 54,2 milhões de pessoas que estão no público-alvo da campanha. (Marcello Casal Jr/AgenciaBrasil)

O número de mortes atribuídas à Influenza no Rio Grande do Sul em 2018 já supera o do ano passado, na mesma época do ano. Depois de uma queda aparente na letalidade, destacada em início de julho pela Secretaria Estadual da Saúde, o total de óbitos chega a 54 – dez a mais nessa última semana -, contra 46 até o início de agosto, no ano passado.

O tipo de vírus predominante, entre os casos que evoluíram para óbito, segue sendo o H1N1 – que tirou a vida de 38 pessoas. Em 2017, o H3N2 havia matado 30 pacientes.

Quarenta e uma das 54 vítimas registradas em 2018 tinham fatores de risco e 24 eram maiores de 60 anos, conforme o balanço. Outras 11 tinham mais de 50 e nove, mais de 40. Só oito tomaram a vacina, mas uma delas menos de 15 dias antes do surgimento dos sintomas, conforme o relatório.

Porto Alegre e Caxias do Sul registraram sete mortes, cada, seguidas de Canoas e Passo Fundo, com quatro. Também houve óbitos em mais 26 cidades: Alvorada, Antônio Prado, Araricá, Balneário Pinhal, Cachoeira do Sul, Canela, Carazinho, Charqueadas, Farroupilha, Flores da Cunha, Gramado, Guaíba, Lajeado, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Parobé, Roca Sales, São Jerônimo, São Leopoldo, São Marcos, Sapiranga, Taquara, Terra de Areia, Tramandaí, Tupanciretã e Vera Cruz.

O total de casos confirmados em 2018 chega a 431, contra 427, no ano passado. Desses, 240 foram atribuídos ao vírus H1N1 (contra apenas um em 2017), 123 ao H3N2, 38 ao da Influenza B e 30 ao Influenza A não subtipado. Há casos confirmados em 90 cidades gaúchas.