MAS… POR QUE O MOTE?

As avós não nascem prontas! Eu, por exemplo, sou avó emprestada dos netos do meu marido. Mesmo passando pela experiência da maternidade, ser avó é outro departamento.
Na pequisa pesquei esta: “O que causa essa ilusão do conhecimento é que os netos são filhos de nossos filhos e, para nós, os filhos são sempre crianças, daí a dificuldade em vê-los como pais e mães e a tendência de achar que nós é que somos os pais de nossos netos.”
Deve ser uma chatura essa coisa de autoriza e desautoriza… uma situação que, por sorte, ainda não passei! Desautorizar os pais na frente dos netos é o tipo de coisa que só desagrega. Isso fará com que alguns pais, por consequência, acabem se desguaritando da casa dos avós!
As avós de hoje são mulheres modernas, ativas e que esbanjam energia. Vamos aproveitar mais os netos! E netos, aproveitem suas avós!
Minha avó bugra chamava-se Maria Clara Benitez, era parteira e benzedeira de campanha, uruguaia de nascimento veio para o Brasil com um lote de filhos a cabresto e um coração maior que a história grega. Lavava roupa na beira do arroio e passava a ferro daqueles de brasa as túnicas dos soldados do QG de Bagé, que mais pareciam lonas de carpa de ciganos de tão duras e difíceis de esfregar. Lida bruta essa das lavadeiras de aller!
Conhecedora das ervas e dos segredos das matas, muito me ensinou o que sei hoje e, o principal, a respeitar a natureza, o meio ambiente.
Mas… por que o mote?
Nada. É que essa coisa do larga, solta, prende, agita, deixa, da broma que foi a tentativa de tirar do buque o ex-presidente, me lembrou um pouco essa coisa de avós e pais… Desautorizar os pais é prejudicial ao relacionamento com os netos!
Daí aproveitei o mote… Pois é… quem nunca ouviu a frase: “Mãe é para educar, avó é para estragar?!”
É bola fora tentar tirar o poder de educação dos pais. E pra “não cerrar o tempo”, o maior acerto é saber transitar no seu lugar de avó, dando muito amor, sem atravessar a linha do limite dos pais.
Pois Rogério Favreto determinou a soltura de Lula. O juiz Sérgio Moro, responsável pela primeira condenação do ex-presidente, foi contra e consultou o relator do caso no TRF-4, desembargador João Pedro Gebran Neto, que, pouco depois, determinou a continuidade da prisão. Mas Favreto deu nova decisão pela liberdade. Em seguida, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, determinou que valeria a decisão de Gebran, e não a de Favreto e por aí foram se desenrolando os capítulos dessa novela mexicana… mas que “cosa mais cabulosa”!
Bueno, voltando ao tema….
Depois de ser mãe, acho que ser avó deve ser a melhor coisa do mundo!!! As avós aproximam a família, nos fazem ter lembranças incríveis da infância, são sinônimos de alegria e encantamento. Ser avó não é “tricotar numa cadeira de balanço”…
A bênção a todas as vovós do Planetinha!