Justiça manda afastar do cargo o prefeito de Não-Me-Toque

Conforme o MP, Roos se valeu da condição de prefeito para constranger pelo menos duas servidoras, a fim de obter favores sexuais

Prefeito de Não-Me-Toque elegeu-se em 2017 e está no primeiro mandato | Foto: Reprodução WhatsApp

O juiz Márcio Cesar Sfredo Monteiro atendeu a um pedido do Ministério Público e determinou o afastamento cautelar do prefeito de Não-Me-Toque, Armando Carlos Roos (PP). A medida fica em vigor até que a ação de improbidade administrativa movida contra o político tenha o prazo de instrução encerrado. Nesta sexta-feira, um oficial de Justiça tentou comunicar o prefeito, mas não o localizou. Uma nova investida ocorre na segunda-feira. O ofício, porém, chegou à Câmara de Vereadores, que pode fazer cumprir a ordem empossando o vice, Pedro Paulo Falcão da Rosa, também do PP.

Conforme a denúncia, Roos se valeu da condição de prefeito para constranger pelo menos duas servidoras, a fim de obter favores sexuais, no primeiro semestre do ano passado.

No despacho, o juiz justifica a ordem de afastamento pelo risco às investigações e ao andamento regular do processo. Ele cita provas, incluídas nos autos, de que o prefeito “não poupa esforços e recursos públicos para retaliar a conduta” de vítimas e testemunhas do processo.

Monteiro detalha que as duas servidoras que denunciaram o assédio sofreram retaliações, como transferência de posto, perda de gratificações e, uma delas, a exoneração. Ambas também se queixaram de ameaças e perseguições.

Em paralelo, a Procuradoria de Prefeitos do Ministério Público Estadual entregou, ainda na terça-feira, à 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, responsável pelo julgamento de gestores municipais, uma denúncia contra o progressista. Roos, de 73 anos, se elegeu em 2017 e exerce o primeiro mandato.