Caminhoneiros discutem tabela do frete mínimo no STF

Encontro começou à tarde, com uma hora e meia de atraso

TSE libera mais R$ 888 milhões para campanhas de 2018. Foto: Nelson Jr. / SCO / STF / CP

Representantes de caminhoneiros e dos setores industrial e do agronegócio se reúnem, hoje, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Convocados pelo ministro Luiz Fux, eles tentarão mais uma vez chegar a um acordo sobre o custo do transporte de cargas e a proposta de criação de uma tabela com valores mínimos de frete.

É a segunda audiência presidida pelo ministro. Como não houve acordo no último dia 20, Fux estabeleceu um prazo até hoje para que as partes cheguem a um consenso. Em caso contrário, o próprio ministro decide o assunto após colher as sugestões de especialistas, durante audiência pública pré-agendada para o dia 27 de agosto.

A reunião, agendada para as 11h, começou com quase uma hora e meia de atraso. Além de representantes de caminhoneiros e das entidades que questionaram a constitucionalidade da medida provisória que estabelece a tabela, fazem parte da audiência representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O tabelamento do frete era uma das reivindicações de caminhoneiros, que fizeram 11 dias de greve, afetando diversos setores da economia.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é autora de uma das três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) questionando a MP do Frete. Outras duas foram ajuizadas pela Associação do Transporte Rodoviário de Carga do Brasil (ATR Brasil) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).