Sulpetro admite que parte dos postos da Capital não baixou preço do diesel

De acordo com o presidente da entidade, alguns seguem com estoques antigos e, em outros casos, valores não baixaram na distribuidora

Motoristas formam fila à espera de combustível. Nos postos visitados, apenas havia diesel S10.

A variação no preço do diesel percebida pelo Procon em postos de Porto Alegre é um reflexo da reacomodação de mercado após a greve dos caminhoneiros, que terminou em fim de maio. A declaração é do presidente da Sulpetro – sindicato que representa os estabelecimentos do varejo -, João Carlos Dal’Aqua. “Os postos estão inseguros. O que foi combinado é que eles precisam repassar o que eles recebem da distribuidora. Mas nem todas estão passando os desconto integrais”, afirmou.

O presidente da entidade disse ainda que alguns postos repassaram o desconto integral de R$ 0,46 no preço do litro do diesel imediatamente após o anúncio da redução, por parte do governo. “Alguns também tinham estoques antigos. Então, é uma situação muito particular de cada posto”, disse.

Dal’Aqua reiterou que o Sulpetro orientou os revendedores a fazerem um comunicado específico, afixando nos estabelecimentos comerciais o valor da redução do preço do litro do diesel. Nesse informativo, que pode ser em forma de placa, faixa ou cartaz, deve constar o valor de revenda do diesel para o consumidor final, no dia 21 de maio, e o preço do produto a partir de 1° de junho.

Quanto ao prejuízo que os postos tiveram em função da greve, Dal’Aqua disse que não há estimativa. “Desregulou todo o sistema. Cada distribuidora tomou uma posição. Deu uma desacomodação na logística toda”, lamentou.