
A 37ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou retração de 10,2% nas vendas do Rio Grande do Sul em janeiro, na comparação anual. O estado apresentou o pior resultado do país. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. No recorte regional, apenas um estado registrou crescimento na comparação anual: o Amapá, com 2,9%.
Todos os demais estados apresentaram retração nas vendas. Além do Rio Grande do Sul, os resultados negativos também foram observados no Rio Grande do Norte (7,6%), Amazonas (7,3%), Santa Catarina (6,5%), São Paulo e Distrito Federal (6,4%), Espírito Santo (6,2%), Tocantins (5,8%), Paraíba (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Ceará (5,3%), Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (5,2%), Paraná (4,9%), Acre (4,8%), Bahia, Pernambuco e Sergipe (4%), Goiás (3,4%), Rondônia (3,3%), Rio de Janeiro (3,2%), Alagoas (2,3%), Roraima (1,1%), Piauí (1%), Pará (0,4%) e Maranhão (0,1%).
Para Guilherme Freitas, os resultados regionais de janeiro reforçam o caráter disseminado da desaceleração do varejo no início de 2026. “O dado regional mostra um enfraquecimento bastante amplo da atividade, com retrações relevantes em praticamente todas as regiões do país. Mesmo estados que haviam apresentado desempenho positivo em meses anteriores passaram a registrar queda, refletindo o impacto do alto endividamento das famílias e do custo elevado do crédito. O fato de apenas um estado apresentar crescimento anual evidencia que o consumo segue pressionado de forma generalizada, com perdas mais intensas no Sul, no Sudeste e em parte do Centro-Oeste, regiões mais sensíveis às condições financeiras restritivas”, avalia.
DESTAQUES
No recorte mensal, apenas um dos oito segmentos analisados apresentou alta em janeiro: Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com crescimento de 1,4%, influenciado pela recente deflação da alimentação no domicílio. Entre os setores com retração, registraram queda Artigos Farmacêuticos e Combustíveis e Lubrificantes (5,6%), Material de Construção (3,3%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (1,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,5%), Móveis e Eletrodomésticos (0,3%), enquanto Tecidos, Vestuário e Calçados apresentou estabilidade na comparação mensal.
No comparativo anual, todos os oito segmentos analisados apresentaram retração. A maior queda foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (15,1%), seguida por Artigos Farmacêuticos (7,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (6,7%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5,5%), Material de Construção (4,7%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (4,6%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,2%) e Móveis e Eletrodomésticos (2,3%).