
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, nesta terça-feira (31), aos países que não ajudaram os EUA em seus ataques coordenados contra o Irã e que agora não conseguem obter combustível para jatos que comprem petróleo norte-americano e vão até o estreito de Ormuz e “simplesmente o tomem”.
Nessa segunda-feira (30), Trump afirmou que os americanos estão em negociações “sérias” com um novo regime, mais “razoável”, para encerrar as operações militares de Washington no Irã.
Em publicação na Truth Social, Trump disse também que “grandes progressos foram feitos com Teerã, mas alertou para as possíveis consequências caso não haja um pacto entre as partes.
“Se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente ‘aberto para negócios’, concluiremos nossa adorável ‘estadia’ no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg”, escreveu.
Segundo Trump, todas as usinas de dessalinização — locais que ainda não foram atingidos nas ofensivas durante o conflito — também poderão ser afetadas.
China comunica passagem de navios
Nesta terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que, após coordenação com as partes relevantes, três navios chineses transitaram recentemente pelo estreito de Ormuz, em meio ao conflito iniciado por EUA e Israel contra o Irã, que resultou no fechamento da rota.
A porta-voz Mao Ning ressaltou que o estreito e as águas adjacentes constituem uma importante rota para o comércio internacional de bens e energia e agradeceu a assistência prestada pelas partes envolvidas.
“A China apela ao fim imediato das hostilidades para a restauração da paz e da estabilidade no golfo”, disse a porta-voz.