
Nem a desclassificação do Brasil na Copa do Mundo vai alterar as agendas econômicas previstas para está semana. Entre os dias 6 e 10 julho estão previstas a divulgação de indicadores de inflação na agenda doméstica, enquanto nos Estados Unidos será conhecida ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto que decidiu por manter a taxa básica de juros do país na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
A semana começa no Brasil com a divulgação do conteúdo do Relatório Focus, do Banco Central (BC), com estimativas macroeconômicas dos principais indicadores nacionais. O principal deles acontece na sexta-feira, 10, quando será conhecido o IPCA de junho. Para os analistas do mercado financeiro, o indicador deve mostrar uma redução na comparação com o resultado de maio.
O IPCA, considerado a inflação oficial do Brasil, apresentou variação de 0,58% em maio de 2026, demonstrando uma desaceleração em relação a abril (0,67%), mas ainda sendo a maior taxa para o mês desde 2021 e acima do teto da meta de inflação de 4,5 definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2026. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice chega a 4,72%. Para o mês passado a expectativa é de um percenetual mais baixo, de 0,29%, explicado por alimentos, e qualitativo semelhante ao das últimas divulgações, com núcleos rodando pouco acima de 5% na margem anualizada.
Na terça-feira, 7, serão publicados os dados da produção e venda de veículos da Anfavea e o IGP-DI de junho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
Já na quarta-feira, 8, FGV publica o IPC-S, além do fluxo cambial semanal do Banco Central e do Índice Commodities Brasil (IC-Br), referente a junho. Na quinta-feira, 9, a FGV divulga a primeira prévia do IGP-M de julho. Outro dado relevante virá no encerramento da semana: o IPC da Fipe, a Pesquisa Industrial Mensal – Regional de maio


