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Santiago deve levar meses para se recuperar do temporal de granizo ocorrido no sábado

Foto: Eduardo Lacerda / Prefeitura de Santiago / Divulgação

Seis dias após o forte temporal de granizo que atingiu Santiago, na região Central, a cidade começa a se recuperar do impacto das pedras que atingiram toda a zona urbana da cidade. Segundo informações do prefeito Marcelo Gorski de Matos, as 13 pessoas que ficaram desabrigadas já voltaram para as suas casas. “Priorizamos os que estavam no abrigo com as telhas, mas ainda há desalojados”, disse.

Segundo ele, foram mais de 20 mil pessoas afetadas pelo granizo. O hospital e os postos de saúde seguiam com atendimento reduzido nesta sexta-feira. A projeção é que as 22 escolas municipais voltem às atividades na segunda-feira. “Estamos deixando os locais em condições e queremos que os alunos voltem às aulas, mas há riscos, pois existe a previsão de chuva para o final de semana”, assinalou.

Segundo ele, choveu em Santiago até o final da manhã de terça-feira. “Estamos prestando apoio por ordem de vulnerabilidade e conforme o material vai chegando na cidade”, relatou. O decreto de situação de emergência já foi reconhecido pelo Estado e também pelo governo federal. “Saiu na quinta-feira o reconhecimento federal, em tempo recorde, mas ainda está em tramitação para recebermos o recurso que já recebeu autorização de empenho e transferência”, afirmou.

Segundo o prefeito, o dinheiro, estimado em R$ 9 milhões, será usado para a compra de telhas, ajuda humanitária e limpeza urbana e de prédios públicos. “O governador Eduardo Leite esteve em Santiago até o início da tarde. O Estado já nos cedeu mais de duas mil telhas, 80 colchões e kits de cama”, frisou. Segundo o laudo da Emater, as perdas na zona rural ultrapassaram R$ 6,3 milhões.

Na zona urbana todos os 32 bairros de Santiago foram afetados de alguma forma. “Quinze registraram mais danos. Sem dúvidas esta foi a maior tempestade de granizo da história, pois toda a população foi afetada de alguma forma”, garantiu. O Hortomercado Municipal que foi atingido pelas pedras já voltou a funcionar. “Se chover, vamos ter que suspender o atendimento novamente”, projetou.

Matos revelou que ainda estão sendo realizados os levantamentos para a confirmação de quantas telhas serão necessárias para cobrir as cinco mil casas atingidas. “Este número é, até agora, pois foram muito mais residências. As pedras eram maiores que um ovo e em muitos casos furaram forro e gesso das residências. Algumas pessoas levaram pedrada na cabeça estando dentro de suas casas”, relatou.

O prefeito acredita que ainda leve alguns meses para que a normalidade volte à cidade. Mais de 40 mil metros de lonas e 2,5 mil telhas já foram distribuídas. “Esta semana trabalhamos muito de forma emergencial na distribuição de material para a cobertura das casas e móveis, além de cestas básicas e colchões. Além disso também teve a parte burocrática para agilizar a chegada dos recursos e resolver os problemas o mais rápido possível”.

Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo

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