
A direção estadual do PSol confirmou, nesta terça-feira, o “apoio crítico” à chapa encabeçada por Juliana Brizola (PDT) ao governo do Estado. Nesta quarta-feira, lideranças do partido devem se encontrar com Juliana para oficializar a aliança.
No encontro, também deve ser entregue um documento com “os pontos programáticos mínimos”, que são reivindicações para a parceria em os partidos. Entre elas, estão a luta contra as privatizações no Estado, a valorização do serviço público e a atuação concreta na prevenção de desastres.
“São reivindicações básicas para que possamos enfrentar conjuntamente esse processo eleitoral e derrotar a extrema direita, que, se chegar ao governo, vai causar um estrago enorme ao nosso Estado”, explicou a presidente do partido Gabrielle Tolotti.
O “apoio crítico” do PSol indica que o partido, em um eventual governo, não deverá integrar a base. “Nosso compromisso é derrotar a extrema direita e, num primeiro momento, fazer com que a chapa chegue ao segundo turno. Mas sabemos que um governo do PDT não será um governo dos trabalhadores nem de esquerda. Então, não reivindicamos espaço nele. Vamos seguir lutando por um governo de esquerda”, afirmou o vereador Roberto Robaina.
A reunião também reafirmou a ex-deputada Manuela D’Ávila como pré-candidato ao Senado pelo partido. A chapa também tem o deputado federal Paulo Pimenta (PT) como pré-candidato ao Senado.
Com a confirmação de aliança, a coligação em torno de Juliana terá sete partidos: PT, PCdoB e PV – que estão federados –, PSol e Rede, também federados, além do PDT e do PSB.
Com o apoio a chapa liderada por Juliana Brizola, que terá Edegar Pretto (PT) como pré-candidato a vice, esta será a segunda eleição para o governo do Rio Grande do Sul em que o PSol abre mão de candidatura própria para apoiar uma unidade de esquerda.
Fonte: Correio do Povo