
Em junho de 2026, os preços da indústria variaram -0,77% frente ao mês anterior, mantendo a variação negativa de maio frente a abril (-0,30%). Nessa comparação, 6 das 24 atividades industriais apresentaram queda de preços. O acumulado no ano foi de 3,99%. O acumulado em 12 meses ficou em 2,51%. Em junho de 2025, o IPP, na comparação mensal, havia sido de -1,27%. As informações são do Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação, divulgadas hoje pelo IBGE.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas. Em junho de 2026, os preços da indústria variaram -0,77% frente a maio. Seis das 24 atividades industriais investigadas apresentaram variações negativas de preço ante o mês imediatamente anterior. Em comparação, oito atividades apresentaram menores preços médios em maio em relação ao mês anterior, quando a variação deste mesmo indicador foi negativa.
As quatro atividades com maiores variações foram: indústrias extrativas (-11,85%); outros produtos químicos (-2,74%); refino de petróleo e biocombustíveis (-2,30%); e móveis (2,08%). Indústrias extrativas foi o maior destaque na comparação entre junho e maio. Outras atividades que também sobressaíram foram outros produtos químicos (-0,24 ponto percentual), refino de petróleo e biocombustíveis (-0,23 ponto percentual) e minerais não metálicos (-0,04 ponto percentual).
O acumulado no ano foi de 3,99%, o quarto maior já registrado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2014. Em 2025, a taxa acumulada até o mês de junho havia sido de -3,13%. Entre as atividades que, em junho, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: outros produtos químicos (17,05%), borracha e plástico (15,07%), impressão (5,91%) e refino de petróleo e biocombustíveis (5,78%).
O acumulado em 12 meses foi de 2,51%. Em maio, este mesmo indicador foi de 2,00%. Os setores com as quatro maiores variações de preços nessa comparação foram: borracha e plástico (15,22%); impressão (14,53%); outros produtos químicos (8,88%); e móveis (7,68%). Os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (-1,11 ponto percentual); outros produtos químicos (0,73 ponto percentual); borracha e plástico (0,59 ponto percentual); e refino de petróleo e biocombustíveis (0,53 p.p.).


