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Possibilidade de rompimento de barragem obriga 150 pessoas a deixar as suas casas em São Marcos

Bombas foram instaladas pela Corsan/ Aegea para escoar a água para um rio próximo | Foto : Corsan/ Divulgação/ CP

São Marcos, na Serra, está em estado atenção devido à possibilidade rompimento da barragem do arroio São Luiz. Conforme informações da prefeitura, bombas foram instaladas no local para realizar o escoamento da água para um rio próximo. As 150 pessoas que moram próximo ao local já foram retiradas de suas residências após alerta das autoridades. Destas, 17 estão em um hotel no município, custeado pela Corsan/ Aegea e o restante na casa de amigos ou familiares. Elas seriam diretamente afetadas em caso de rompimento. Outras 150 que estão no percurso da água, até a manhã desta quinta-feira, permaneciam em suas casas.

O perigo de rompimento foi descoberto após a cidade e região receberem 170 milímetros de chuva em 12 horas na última segunda-feira. Após o alerta foi formado um gabinete de gestão integrada formado por Defesa Civil, Corsan/ Aegea e Prefeitura. Uma nova reunião no começo da tarde deve atualizar a situação.

Especialistas em segurança de barragens contratados pela Corsan estão na cidade realizando uma avaliação detalhada da estrutura. O diagnóstico técnico tem previsão de conclusão até está sexta-feira e orientará as medidas de manutenção e contingenciamento necessárias.

A decisão foi tomada depois que equipes técnicas identificaram trincas com vazamento na estrutura do vertedouro e em partes do contraforte da barragem. Diante da situação, a Corsan acionou o Plano de Ação de Emergências (PAE), mobilizando equipes técnicas e a Defesa Civil para monitoramento da estrutura, orientação aos moradores e apoio ao deslocamento preventivo da população para locais seguros. Neste momento, as localidades que podem ser afetadas por um eventual rompimento são as comunidades de São Luiz e Teodoria.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Pessini, instituição que atende aproximadamente 250 crianças e está localizada próxima a barragem teve as atividades suspensas nesta quinta-feira. A VRS 315 (estrada Pedro Rizzon) foi interditada nos sentidos, no trecho próximo a escola. A medida preventiva considera que a rodovia está inserida na área de risco mapeada para um eventual rompimento da barragem.

Corsan mantém atuação de equipes após chuvas no RS

A Corsan mantém equipes mobilizadas para recuperar os sistemas de abastecimento afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul e responder rapidamente a novos impactos. Na manhã desta quinta-feira, além de São Marcos, outros dois municípios registram ocorrências nos sistemas de abastecimento de água. As equipes atuam na recuperação das estruturas e na manutenção da operação nos locais onde há condições para o funcionamento.

O trabalho realizado desde o início das chuvas tem permitido avançar na recuperação dos sistemas e reduzir os impactos sobre o abastecimento. Neste momento, 11,5 mil imóveis estão com o fornecimento de água interrompido. Outros 177,8 mil imóveis estão sob risco de desabastecimento, em razão dos impactos provocados pela falta de energia elétrica nas estruturas da Companhia
Nas demais regiões, as equipes da Corsan seguem mobilizadas para restabelecer a operação dos sistemas afetados e avançar na normalização do abastecimento. A atuação inclui o acompanhamento das captações, estações de tratamento, estações de bombeamento e demais estruturas impactadas pelas chuvas e pela elevação dos rios.

A falta de energia elétrica ainda afeta 15 municípios atendidos pela Corsan, atingindo estruturas como estações de tratamento, estações de bombeamento e poços. Para manter a operação dos sistemas onde necessário, a Companhia mantém 26 geradores mobilizados como medida de contingência, enquanto o fornecimento regular de energia não é restabelecido pelas concessionárias.
Na Serra, Bento Gonçalves e Veranópolis também registram duas ocorrências, que somam 11 mil economias desabastecidas. Já no Vale do Rio Pardo, Venâncio Aires registra uma ocorrência, com impacto sobre 418 economias.

Mesmo após a redução das chuvas, a Corsan mantém o acompanhamento das condições meteorológicas, dos níveis dos rios, das captações e dos acessos às estruturas. O aumento da turbidez, a entrada de vegetação e resíduos nas unidades e o encharcamento do solo podem provocar novos impactos nos sistemas.

Fonte: Correio do povo

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