
Duas alas de concreto no lado Leste da ponte, sinalização e pintura. Estes são os serviços que ainda faltam para conclusão da obra da primeira ponte de concreto da Colônia de Pescadores Z3, em Pelotas. A reta final de trabalho deve levar até três semanas se as condições do tempo permitirem, avaliam os técnicos do Departamento de Estradas e Pontes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
A intervenção iniciada em maio deste ano está liberada para trânsito em uma pista desde o fim de agosto, quando, depois de dois anos, foi removida a ponte provisória do Exército Brasileiro. A passagem foi instalada sobre o Arroio Sujo no mês seguinte à inundação de maio de 2024 – na maior enchente já registrada em Pelotas e no Rio Grande do Sul.
As alas de concreto serão construídas pelo lado da Lagoa dos Patos ficam localizadas nas extremidades da ponte. Servem para proteger as cabeceiras em caso de cheia, além de conduzir a água de volta para o leito dos mananciais – no caso, a Lagoa dos Patos e o Arroio Sujo.
É a primeira vez que a Z3 terá uma ligação em concreto. A anterior, em madeira, foi levada pelas águas durante a crise climática de 2024. A estrutura provisória precisou ser instalada para a localidade voltar a se conectar com a Estrada do Totó, também conhecida como avenida Rubens Machado Souto. O principal acesso até a Colônia de Pescadores, foi interrompido devido ao avanço da Lagoa dos Patos.
A única maneira de chegar à Z3 e sair da comunidade na enchente de 2024 foi pela Estrada da Galateia, por meio da BR 116, na altura do Posto Branco. Além do transporte coletivo e veículos de passeio, a ponte de concreto será utilizada por caminhões para o escoamento de pescado e da safra de arroz das propriedades rurais localizadas nas imediações da Z3 quando a saída pela Estrada da Galateia estiver comprometida pelas condições climáticas.
A ponte tem 17 metros de comprimento por 10 metros de largura – dimensões que permitem a passagem de dois veículos simultaneamente em sentido oposto – além da calçada em uma das laterais para que pedestres possam atravessar em segurança, sem disputar espaço com veículos automotores. O orçamento é de R$ 897 mil, recurso do governo federal via Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
Fonte: Correio do Povo

