
O escritor e jornalista Eduardo Bueno, o Peninha, foi indiciado por discriminação religiosa nesta quinta-feira, em Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, o crime teria ocorrido em janeiro, quando Peninha disse em vídeo que os evangélicos deveriam ser proibidos de votar. A defesa afirmou que o indiciamento é ilegal.
De acordo com o titular da Delegacia de Combate à Intolerância (DPCI), Vinícius Nahan, à frente da investigação, a gravação foi retirada das redes por ordem judicial após representação da especializada. “O indiciamento foi por crime de discriminação religiosa praticada na rede mundial de computadores”, afirmou o delegado.
Eduardo Bueno permaneceu em silêncio no interrogatório. À reportagem do Correio do Povo, ele disse, por meio dos advogados: “A liberdade de expressão é direito constitucional e o ilegal indiciamento será revisto no Poder Judiciário”.
Foto: Marcel Horowitz / Correio do Povo