
Após o deslizamento de terras que destruiu parte do estacionamento de um residencial no bairro Vila Nova, em Novo Hamburgo, no final da tarde de domingo, nesta segunda-feira a prefeitura interditou a obra de um empreendimento particular que acontecia em um condomínio vizinho. Também houve a interdição de dois blocos do residencial afetado, após a identificação de rachaduras nas edificações. Como medida de prevenção e segurança, 11 famílias, que totalizam 22 pessoas, precisaram ser realocadas para a de suas moradias. Não há indícios de comprometimento estrutural dos prédios.
A empresa responsável pela obra no empreendimento vizinho informou à Defesa Civil municipal que trabalha para encontrar uma solução técnica, e nesta segunda-feira iniciou os trabalhos de remoção dos escombros. Além disso, a empresa está providenciando hospedagem e alimentação às famílias do condomínio atingido. Os técnicos também realizaram levantamento topográfico da área durante a manhã. A Defesa Civil acompanha a estruturação do projeto para recomposição do muro, que deverá ser apresentado ao Município em breve.
De acordo com vistoria e avaliação da Defesa Civil a da equipe de engenharia da prefeitura de Novo Hamburgo, há indícios de que a situação possa ter sido agravada por intervenções e escavações realizadas pelas obras vizinhas. Entretanto, neste momento, a administração não tem como fazer o levantamento dos cálculos dos prejuízos no local. Ambos os imóveis são particulares.
DEFICIÊNCIA NO SISTEMA DE DRENAGEM
A Defesa Civil já acompanhava outras situações no residencial afetado pelo deslizamento. Em vistoria realizada em fevereiro, haviam sido constatados problemas estruturais como infiltrações, rachaduras, deformações e deficiência no sistema de drenagem, motivando a determinação de medidas urgentes de contenção. Em 15 de maio, os responsáveis apresentaram documentação informando a execução e o encaminhamento de intervenções técnicas, incluindo reforços estruturais, revisão da drenagem pluvial e ações para mitigação das infiltrações.
Fonte: Fernanda Bassôa/Correio do Povo