
O pré-candidato do PL ao governo do Estado, deputado federal Luciano Zucco, disse nesta quarta-feira, 13, em Porto Alegre, ter certeza de que receberá o apoio do pré-candidato do MDB ao governo, o vice-governador Gabriel Souza, caso ele chegue ao segundo turno da eleição estadual e o emedebista não. “Não tenho dúvida de que ele vai me apoiar. E, em uma eventualidade, eu o apoiaria”, adiantou.
As declarações, feitas na Federasul, ocorrem a quase cinco meses do primeiro turno das eleições, com os postulantes ainda na condição de pré-candidatos. A entidade vem realizando edições especiais da tradicional reunião-almoço ‘Tá na Mesa’ com pré-candidatos ao Piratini, e recebeu Zucco nesta terça.
Ao analisar a disputa ao governo, o deputado assinalou ter agendas muito mais próximas àquelas de Gabriel, do que às apresentadas pela pré-candidata do PDT ao Piratini, Juliana Brizola, mas ressalvou diferenças com ambos. “Não sou um produto da política. Temos um produto baseado no sobrenome e outro produto que milita desde os 15 anos. Respeito. Eu sou produto de quem estava indignado com a política do nosso Estado e do nosso país.”
Questionado sobre se a estratégia de Juliana, de se apresentar como uma pré-candidatura de centro-esquerda, com acenos claros ao eleitorado de centro, pode frustrar as expectativas de que a eleição para o governo do RS seria marcada pela polarização entre bolsonaristas e petistas, Zucco reforçou as críticas à trabalhista. “Juliana é Lula, é juros, é inflação, é gasto sem responsabilidade. Ela tem lado e eu tenho lado. Meu lado é o Flávio Bolsonaro. O lado da Juliana é o Lula. Não tem como separar”, respondeu.
Tanto durante a coletiva como no almoço, o pré-candidato do PL deu destaque para o que avalia como problemas nas concessões realizadas pelo atual governo, e disse que os processos precisam ser “bem-feitos, transparentes e apresentar preços justos.” Ele assinalou ser totalmente contra a prorrogação da concessão da Rumo e ferrovias.
Sobre as concessões atuais dos blocos rodoviários, lembrou dos apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), considerou que o valor é elevado e que não houve a “devida transparência”. “Não é ser contra. É que precisamos que essas concessões entreguem um resultado efetivo. E, na nossa visão, não estão entregando”, destacou. Sobre como pretende encaminhar a questão das concessões rodoviárias caso eleito, respondeu: “Os que estão assinados, respeitaremos. Os que não assinarem, a gente para tudo e faz de novo.”
Entre as lideranças políticas que prestigiaram a palestra estiveram os ex-governadores Jair Soares e Yeda Crusius, a vice-prefeita de Porto Alegre, Betina Worm, e o secretário de Planejamento da Capital, Cezar Schirmer. Quadro histórico do MDB, Schirmer integra o conselho estratégico da pré-campanha de Zucco.
Fonte: Flávia Bemfica / Correio do Povo