
A Federasul realizou, nesta quarta-feira (22), um painel com os pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul, na sede da entidade, em Porto Alegre. Durante o evento, os oito convidados apresentaram suas propostas para o próximo mandato e discutiram temas estratégicos para o desenvolvimento do Estado. Estiveram presentes os pré-candidatos Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela D’Ávila (PSol), Marcel van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).
A programação teve como foco a análise de propostas sob a perspectiva das principais bandeiras defendidas pela entidade, que representa o empresariado. Entre elas estão gestão pública eficiente, racionalização do sistema tributário, modernização das relações entre capital e trabalho e fortalecimento da longevidade das empresas. “Hoje tivemos a oportunidade de debater com os pré-candidatos ao Senado sobre temas relevantes e sobre um projeto de recuperação do Rio Grande do Sul, neste momento em que passamos por cinco fenômenos climáticos extremos”, disse o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa.
O que disseram os pré-candidatos
“O Rio Grande do Sul tem que trabalhar para entregar o que é essencial para a população e dar condições para as pessoas poderem estudar, se qualificar e ter acesso à saúde”, disse Frederico Antunes.
“Segurança pública é fundamental, não só para trazer investimentos, mas para o bem-estar da população. As facções cresceram muito. É preciso uma integração dos órgãos de segurança”, apontou Germano Rigotto.
“Precisamos garantir o desenvolvimento do RS. Queremos investir na qualificação dos jovens, para que fiquem aqui e desenvolvam o nosso Estado”, colocou Manuela D’Ávila.
“Sou a favor da redução da jornada de trabalho para quem quer. O trabalhador é quem deve decidir o seu regime de trabalho. Proponho uma jornada flexível. O trabalhador decide”, disse Marcel van Hattem.
“Proponho que, para ser ministro do STF, seja necessário ter, no mínimo, 60 anos de idade e notório conhecimento jurídico. Precisamos de critérios para mudar. No Senado isso é essencial”, apontou Milton Cardoso.
“A Reforma Tributária foi um avanço muito importante. Precisamos lutar para não ter aumento de taxas. É uma pauta que deveria unir o Brasil e o RS, pois gera emprego e estrutura”, afirmou Paulo Pimenta.
“O Fundo Constitucional é um projeto essencial para o RS. Quando falamos sobre desigualdade entre estados, é importante falar da necessidade de revisão do Pacto Federativo”, apontou Renato Jaguarão.
“A agricultura é fundamental para o Rio Grande do Sul. O setor primário já sofreu muito nos últimos anos com estiagem e enchentes. Não é hora de se omitir; para tudo tem remédio”, disse Ubiratan Sanderson.


