
Com base em informações referentes a 36 cidades brasileiras (incluindo 22 capitais), o Índice FipeZAP registrou aumento de 0,52% nos preços de
locação residencial em setembro de 2026, resultado que representou uma nova desaceleração em relação a abril (+1,04%), maio (+0,85%), junho (+0,81%), julho (+0,70%) e agosto (+0,55%). Entre os diferentes tipos de imóveis residenciais anunciados para locação, as unidades com três dormitórios apresentaram a alta mais expressiva no período (+0,75%), enquanto os imóveis com um dormitório registraram avanço comparativamente menor (+0,30%).
Em termos de abrangência geográfica, 31 das 36 cidades monitoradas exibiram aumento nos preços, incluindo 19 das 22 capitais que compõem a lista. Em Porto Alegre, o indicador chegou a +0,68%, enquanto no balanço parcial do ano acumula alta de 6,41%. Nas cidades monitoradas este percentual chega a 7,11% no ano. No conjunto das 36 cidades monitoradas, a única queda no período ocorreu em Pelotas (-6,52%).
Os preços de locação residencial acumularam alta média de 9,13% nos últimos 12 meses. Entre os tipos de imóveis, as unidades com dois dormitórios se destacaram com a maior valorização (+10,15%), enquanto os imóveis com quatro ou mais dormitórios apresentaram avanço comparativamente menor (+6,87%). Todas as 22 capitais registraram alta nos preços de locação em igual período, sendo que Porto Alegre apresentou um percentual de +10,23%.
Com base na amostra de anúncios de apartamentos para locação nas 36 cidades monitoradas, o preço médio foi de R$ 54,77/m²em setembro de 2026. Entre os tipos de imóveis, os maiores valores foram observados entre unidades de um dormitório (R$ 72,68/m²), e os menores, entre aquelas com três dormitórios (R$ 47,22/m²). Considerando as 22 capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP de Locação, Porto Alegre chegou a R$ 46,78/m².
Com base em dados de setembro de 2026, o retorno médio do aluguel residencial foi estimado em 6,13% ao ano, taxa inferior à taxa de juros
real de referência projetada para os próximos 12 meses. Em termos comparativos, a rentabilidade do aluguel foi relativamente maior entre imóveis de um dormitório (6,74% a.a.), contrastando com o menor percentual entre unidades com quatro ou mais dormitórios (4,86% a.a.). Entre as 22 capitais, os retornos anualizados do aluguel na capital gaúcha chegou a 7,36% a.a.

