Icon search

Compartilhe:

Indústria e trabalhadores criticam a decisão do Copom

A imagem atual não possui texto alternativo. O nome do arquivo é: 58b2fee7-85ae-4df3-b65a-ee569eb0cf8f.jpg

A manutenção da taxa de juros em 13,75%, conforme comunicado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) reflete a preocupação do Banco Central com a deterioração das expectativas de inflação e o aumento das incertezas econômicas, especialmente após a recente volatilidade cambial. Mas é prejudicial ao setor produtivo. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Claudio Bier.

“A decisão traz insegurança, uma vez que os juros permanecem em patamar muito elevado, encarecendo o crédito, agravando o endividamento das empresas e das famílias e restringindo os investimentos e a atividade industrial”, afirma.

No entanto, segundo Claudio Bier, os juros elevados são apenas a febre de um problema maior, relacionado ao desequilíbrio das contas públicas e à ausência de perspectivas concretas para sua correção. “A falta de sinalizações do governo federal sobre medidas de ajuste fiscal, somada à perspectiva de continuidade da atual política econômica, contribui para a persistência das incertezas e dificulta a redução dos juros. É fundamental que o governo apresente medidas consistentes para restabelecer a confiança dos agentes econômicos e criar condições para a retomada sustentável do ciclo de cortes da Selic”, conclui.

CENTRAL SINDICAL

Conforme comunicado da Força Sindical, a decisão é uma verdadeira extorsão financeira no País. “É uma medida irracional, nefasta para o setor produtivo e desastrosa para os trabalhadores(as). E mais: haverá drástica redução de investimentos no ano que vem, devido aos juros em patamares estratosféricos. Juros altos, vale destacar, estrangulam o crédito, a produção e a geração de empregos de qualidade”, considera o comunicado.

A entidade sindical considera que a decisão compromete o crescimento econômico, dificultando o consumo e deixando, praticamente impossível, o crédito para ao menos favorecidos economicamente. “É preciso ressaltar que nossa economia está desaceleração, com endividamento e inadimplência recordes. Temos que conciliar crescimento econômico, taxa de juros baixas e investimentos em infraestrutura, com ganhos sociais”.

Últimas Notícias