
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,8 pontos em outubro, para 109,0 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador recuou 0,1 ponto, para 110,5 pontos. A relativa estabilidade do IIE-Br em outubro reflete movimentos distintos de seus componentes: o que mede a incidência de termos na imprensa recuou, enquanto o indicador de dispersão das projeções de mercado subiu no mês. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
“O resultado evidencia que, apesar de uma redução na percepção de incerteza no ambiente político, persistem dúvidas relevantes sobre a trajetória da economia brasileira. O recuo do componente de Mídia pode estar associado à proximidade de conclusão do processo eleitoral, reduzindo parte das indefinições sobre os rumos da política econômica. A alta do componente de Expectativas, por sua vez, foi impulsionada pela maior dispersão das projeções para câmbio e juros, e sinaliza uma menor convergência entre os analistas sobre o cenário macroeconômico. Para os próximos meses, a trajetória do indicador tende a depender das sinalizações sobre a condução da política econômica no próximo mandato”, afirma Stefano Pacini, economista do FGV IBRE.

