
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,9 ponto em julho, para 109,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, a queda foi de 2,6 pontos, para 110,5 pontos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
“Após subir em junho, o indicador volta a recuar neste mês, influenciado pela menor dispersão nas previsões de mercado para as taxas de juros nos próximos 12 meses. Ao longo de julho, as expectativas de curto prazo da inflação passaram a melhorar, alinhadas com o resultado mais favorável dos últimos dados de preço, em especial dos alimentos, propiciando uma maior convergência das previsões dos especialistas para a trajetória futura da Selic. Apesar desse resultado favorável, ainda há cautela do mercado em relação a essas variáveis. Com isso, o IIE-Br retorna a um patamar moderado de incerteza e pode oscilar em torno desse nível nos próximos meses, embora haja algum risco de alta à medida que se aproximam as eleições presidenciais”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
Componentes de Mídia e de Expectativas
O componente de Mídia do IIE-Br recuou 0,5 ponto, para 108,8 pontos, contribuindo negativamente com 0,4 ponto para o resultado agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 6,8 pontos no mês, passando a 107,7 pontos e contribuindo negativamente com 1,5 ponto para a queda do IIE-Br.


