O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em setembro. No mês de agosto, a taxa havia sido de 0,06%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,72% no ano e de 3,80% em 12 meses. Em setembro de 2025, o IGP-DI havia subido 0,36% e acumulava alta de 2,31% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 07, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGVIbre).
“A aceleração do IGP-DI em setembro foi impulsionada principalmente pelos avanços dos preços ao produtor e ao consumidor. No IPA, destacou-se a alta das commodities agrícolas, com elevações expressivas da soja, do farelo de soja e do milho, além do reajuste da gasolina automotiva. No IPC, a pressão partiu sobretudo da habitação, refletindo o aumento da tarifa de eletricidade residencial após o fim dos efeitos de descontos concedidos por conta do Bônus de Itaipu, e dos alimentos in natura, com destaque para as altas do tomate e da batata-inglesa. Em sentido oposto, a desaceleração do INCC foi favorecida pelo arrefecimento dos custos de mão de obra na construção”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
PRODUTOR
Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,95%, registrando uma alta importante em comparação à taxa de 0,10% observada no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais subiu 1,53% em setembro, registrando uma alta considerável em comparação à taxa de 0,07% observada no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, acelerou de 0,61% em agosto para 0,78% em setembro. Já o grupo de Bens Intermediários registrou alta de 1,00% em setembro, após cair 1,66% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,87%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à queda de 0,09%. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 2,94% em setembro, registrando uma alta significativa em comparação à taxa de 1,43% observada no mês anterior.
CONSUMIDOR
Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,67%, apresentando aceleração em relação ao mês anterior, quando o índice caiu 0,37%. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Habitação (‑1,21% para 1,99%), Alimentação (‑0,47% para 1,00%), Educação, Leitura e Recreação (‑1,44% para ‑0,23%), Comunicação (‑2,19% para ‑0,02%) e Vestuário (‑0,58% para 0,30%). Em contrapartida, três classes apresentaram recuo: Despesas Diversas (3,38% para 0,08%), Transportes (0,08% para ‑0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,27% para 0,17%).
O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,25% em setembro, abaixo do apurado no mês anterior, de 0,27%. Dos 85 itens componentes do IPC, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de ‑0,15%, linha de corte inferior, e 23 registraram variações acima de 0,44%, linha de corte superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 59,68%, 4,52 pontos percentuais acima do registrado em agosto, quando o índice foi de 55,16%.
CONSTRUÇÃO
Em setembro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,22%, porém inferior à taxa de 0,66% observada em agosto. Analisando os três grupos componentes do INCC, observam-se movimentações idênticas nas suas respectivas taxas de variação na transição de agosto para setembro: o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,33% para 0,14%; o grupo Serviços reduziu de 0,18% para 0,15%; e o grupo Mão de Obra desacelerou de 1,12% para 0,32%.

