
Em dia que começou a valer as tarifas de 25% sob os produtos brasileiros, imposto pelo Estados Unidos, o Ibovespa B3 teve dia de alta forte. Nesta quarta-feira, 22, a principal referência do mercado acionário brasileiro subiu 2,44%, aos 177.547,57 pontos, com suporte de ações da Vale, Petrobras e WEG. A atenção do mercado na semana estava no início do vigor das tarifas adicionais de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para os Estados Unidos.
Durante a tarde, o governo brasileiro, inclusive, anunciou um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
No entanto, o IBOV deixou para trás a cautela e subiu apoiado pela alta consistente das ações da Vale (VALE3), que trouxe em seu relatório de vendas e produção do segundo trimestre de 2026, o destaque para a produção de minério de ferro, que alcançou o maior volume para um segundo trimestre desde 2018. A WEG (WEGE3), por sua vez, abriu a temporada de balanços do 2º trimestre com um resultado que superou as projeções do mercado, fato que levou seus papéis a ganharem 10,05% no pregão.
No cenário externo, a guerra no Oriente Médio levou o petróleo a subir mais uma vez, o que também alavancou as ações das empresas brasileiras ligadas à commodity. A Petrobras (PETR4) subiu 2,21%, PRIO (PRIO3) ganhou 2,73%, Petrorecôncavo (RECV3) avançou 4,45% e Brava (BRAV3) valorizou 1,14%.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 177.641,24 pontos na máxima intradiária e 173.328,05 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 22,9 bilhões. A entrada de capital no Brasil com o avanço das commodities valorizou o real, que recuperou espaço ante a moeda norte-americana. No fim do dia, o dólar comercial caiu 0,43%, a R$ 5,05.
(*) com B3


