
Após semanas de cenários incertos e noticiários turbulentos, o Ibovespa B3 começou a semana se beneficiando de um pano de fundo mais ameno no exterior. A principal referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,21%, aos 170.370,38 pontos, nesta segunda-feira (22). O motivador de um mercado mais tranquilo foi o progresso nos entendimentos entre Estados Unidos e Irã. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, estavam entre os participantes das negociações em Bürgenstock, na Suíça. As partes concordaram com um roteiro para chegar a um acordo final em 60 dias.
Assim, o petróleo também continuou em direção a preços menores, com as duas principais referências se consolidando em um patamar abaixo dos US$ 80. No ambiente doméstico, os investidores repercutiram o Boletim Focus, que elevou pela 15ª semana consecutiva a projeção para a inflação em 2026. O mercado também passou a ver menos cortes na taxa básica de juros, prevendo a Selic encerrando este ano a 14%.
“As taxas de juros hoje precificam um cenário-base de estresse, que combina juros mais altos nos principais mercados mundiais, após alta pelo BCE e BoJ e tom hawkish na reunião do FED, semana passada, e um cenário local desafiador, que combina inflação qualitativamente pior, expectativas desancoradas, cenário fiscal ruim e um recado dovish do BCB que gerou questionamentos pelo mercado”, Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 170.749,76 pontos na máxima intradiária e 168.326,26 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 23,9 bilhões. O movimento do câmbio seguiu a lógica da bolsa brasileira, com uma correção técnica, após altas sucessivas. No fim do dia, o dólar comercial cedeu 0,46%, a R$ 5,14.
(*) com B3


