
Após cair no pregão passado, com o aumento das tensões no Oriente Médio, o noticiário externo impactou mais uma vez o Ibovespa B3 – desta vez positivamente. A principal referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,51%, aos 176.641,10, nesta terça-feira, 14. O principal fator de atenção no mercado global foi o CPI, índice de inflação dos Estados Unidos, que recuou 0,4% em junho, resultado significativamente melhor do que a expectativa do mercado, que projetava queda de 0,1%.
O principal fator por trás desse movimento foi a redução dos preços de energia, especialmente da gasolina, que cedeu ao longo do último mês após a declaração de trégua entre Estados Unidos e Irã, que reduziu o preço do petróleo.
“O núcleo da inflação também surpreendeu positivamente ao permanecer estável, enquanto o consenso esperava uma alta de 0,2%. Ainda assim, vale destacar que boa parte da desaceleração do índice foi impulsionada pela queda do petróleo, movimento que pode não se sustentar, já que a commodity voltou a registrar alta após o anúncio do fim da trégua entre Estados Unidos e Irã”, apontou Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP.
No lado do doméstico, os investidores esperam dados da economia brasileira que saem a partir de amanhã. Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 177.179,10 pontos na máxima intradiária e 175.742,88 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 22,2 bilhões. Os dados da deflação nos EUA também enfraqueceram a moeda norte-americana, que cedeu ante o real. Assim, o dólar comercial perdeu 1,12%, a R$ 5,07.
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