
O governo do Estado entregou, na tarde desta quinta-feira, duas licenças ambientais para empreendimentos com previsão de investimentos bilionários no interior do Rio Grande do Sul. A formalização ocorreu no Palácio Piratini e contou com a participação do governador Eduardo Leite, da secretária Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, e outras autoridades do governo.
Um dos documentos entregues foi a licença prévia para o Terminal Rio Grande do Sul, no Porto de Rio Grande, que faz parte da estratégia logística do Projeto Natureza, da CMPC. O investimento para o terminal será de R$ 1,36 bilhão. Esse tipo de licença é a primeira etapa do processo de licenciamento ambiental, concedida ainda na fase preliminar.
Durante a entrega, Leite garantiu que o governo está empenhado para o projeto da CMPC em Barra do Ribeiro, com investimento previsto de R$ 27 bilhões, possa sair do papel. O processo de licenciamento enfrenta impasses por conta de recomendações do Ministério Público Federal (MPF), que tem alegado falta de consultas a povos indígenas locais.
“Respeitamos o MPF e a legitimidade de suas ações. Nosso papel é de não deixar brecha nenhuma, como não estamos. Levamos muita confiança de que esse processo será exitoso. O projeto da nova planta de celulose não vai beneficiar apenas uma região, pois terá impactos positivos em todo o RS. Nossos processos, através da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), têm sido rigorosos e ao mesmo tempo céleres para que possamos garantir esse investimento”, contou Leite.
O diretor geral da CMPC, Antônio Lacerda, ressaltou que o projeto Natureza busca o desenvolvimento para Estado. Ele destacou ainda que o terminal portuário em Rio Grande vai gerar 1,2 mil empregos durante a construção e outras centenas na operação. “Esse projeto em Rio Grande reafirma nosso comprometimento em investir no RS. A licença prévia é mais um passo importante para que possamos concretizar a unidade de Barra do Ribeiro. Temos plenas convicções de que vamos concluir esse investimento, mesmo com todos os percalços”, afirmou.
Mais cedo, Leite também entregou a licença de instalação para a Soli3 União Central Cooperativa, que implantará uma planta industrial voltada à produção de biodiesel e coprodutos derivados da soja em Cruz Alta. O empreendimento prevê investimento de R$ 1,25 bilhão. A empresa é uma coalização formada pelas cooperativas Agropecuária e Industrial de Não-Me-Toque (Cotrijal), Agropecuária Tritícola Panambi (Cotripal) e a Agroindustrial Cooperativa de Sarandi (Cotrisal).
“É uma reunião de cooperativas que, a partir de agora, vão partir para o beneficiamento do grão da soja para produzir biocombustíveis, agregando valor localmente e gerando muitos empregos. Nós somos fortes a partir do agro e nós podemos ser ainda maiores a partir do beneficiamento e da industrialização dessa força”, concluiu Leite.
Fonte: Correio do Povo


