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Formalização bate recorde de trabalhadores em 2025, mas fica abaixo do nível de 2014

População ocupada atinge 103 milhões de pessoas em 2025, o maior nível da série histórica iniciada em 2012. Foto : Marcello Casal Jr. / Agência Brasil / CP

A formalização do mercado de trabalho brasileiro atingiu o recorde de trabalhadores formalizados, com 38,9 milhões, o maior contingente da série histórica em 2025, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. divulgados nesta quarta-feira. Apesar do aumento no número absoluto de trabalhadores, a participação dos formalizados entre a população ocupada ficou em 37,8%, abaixo dos 40,2% registrados em 2014.

O resultado ocorre em um cenário de expansão do mercado de trabalho. Em 2025, a população ocupada chegou a 103 milhões de pessoas, também o maior nível da série histórica iniciada em 2012, com crescimento de 1,7% em relação a 2024. A população em idade de trabalhar, por sua vez, aumentou 0,8%, chegando a 174,1 milhões de pessoas.

Trabalho por conta própria ganha espaço na formalização

Outro destaque da pesquisa do IBGE é o avanço da formalização entre trabalhadores por conta própria e empregadores. Em 2025, o grupo reunia 30,6 milhões de pessoas, e a proporção daqueles com registro no CNPJ chegou a 35%, o maior percentual desde o início da série, em 2012. Naquele ano, a taxa era de 24%.

Considerando apenas os trabalhadores por conta própria, a proporção com CNPJ chegou a 27,1% em 2025, contra 15% em 2012. Entre os empregadores, a taxa alcançou 81,1%. O levantamento também mostra diferença por sexo: 36,7% das mulheres que trabalhavam por conta própria ou eram empregadoras tinham CNPJ, contra 34,2% dos homens.

Sul lidera formalização entre trabalhadores independentes

A formalização dos trabalhadores independentes apresenta diferenças significativas entre as regiões brasileiras. O Sul registrou a maior taxa de cobertura por CNPJ em 2025, com 46,7%, considerando empregadores e trabalhadores por conta própria. O índice ficou acima do Centro-Oeste e do Sudeste, ambos com 41,6%. No outro extremo, Norte e Nordeste registraram 15,6% e 20,1%, respectivamente.

No Sul, a proporção de trabalhadores por conta própria com CNPJ chegou a 37,4%, enquanto entre os empregadores alcançou 88,9%. A diferença regional também aparece quando se observa o Nordeste, onde os percentuais foram de 13,7% entre trabalhadores por conta própria e 67,6% entre empregadores.

Escolaridade influencia formalização

A pesquisa também aponta uma forte diferença relacionada ao nível de escolaridade. Em 2025, pela primeira vez na série histórica, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo tinha CNPJ: 50,8%. Entre aqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, a proporção era de apenas 11,1%.

Entre os empregadores com ensino superior completo, a formalização era ainda maior: 91,8% tinham CNPJ. O levantamento indica, portanto, uma relação direta entre o nível de instrução e a presença de registro formal entre trabalhadores independentes.

Serviços concentram trabalhadores independentes

Os setores de Serviços e Comércio concentram cerca de dois terços dos empregadores e trabalhadores por conta própria no Brasil. Os Serviços reuniam 14 milhões de pessoas em 2025, equivalentes a 45,7% do total, enquanto o Comércio concentrava 6,4 milhões, ou 20,9%.

Apesar de possuir a maior concentração de trabalhadores independentes, Serviços não lideram a taxa de formalização. O Comércio apresentou a maior cobertura de CNPJ, com 49,8%, seguido pelos Serviços, com 40,3%. Construção e Agricultura apresentaram índices menores, de 18,8% e 8,6%, respectivamente.

Fonte: Correio do Povo

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