
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reservou esta terça-feira (11) para se dedicar a gravações de vídeos em apoio a candidatos aliados que disputarão o Senado nas próximas eleições. A ação aposta em incrementar o material de campanha que será emplacado por candidatos nos estados. Segundo apurou o R7 Planalto, as peças foram gravadas atendendo a temas caros em cada local, a exemplo de saúde, segurança e agronegócio.
As contribuições foram avaliadas por candidatos como frentes de “batalhas”, mas tiveram um ponto em comum: reforçar o discurso crítico à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os candidatos também contam que não houve um roteiro específico traçado pelo partido. Alguns políticos optaram por “colinhas” de anotação para se preparar para o que pretendiam falar nos vídeos, mas, via de regra, as recomendações do PL foram apenas para criar coesão entre os materiais, com ajustes pontuais no início e no fim das peças.
Políticos também aproveitaram o espaço para gravar vídeos para as redes sociais enquanto esperavam pelo tempo com Flávio Bolsonaro. Essa produção “coletiva” não fazia parte oficialmente do dia de gravações, mas foi adotada por candidatos de regiões vizinhas, como Goiás e Distrito Federal. O dia de gravações foi no QG de campanha, em Brasília, e contou com cerca de 40 candidatos ao Senado. O número é próximo aos 47 cotados em estados que fazem parte da aliança do PL, segundo afirmou o próprio Flávio: “Não tenho nenhuma dúvida de que o Senado, com essa renovação de 2/3 que vamos ter a partir de 2027, será mais de centro-direita”.
Desde a semana passada, Flávio tem pautado nomes de aliados e a expectativa de palanques nos estados. O tema foi o foco da “live de quinta”, apresentada por ele ao lado do coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN). O movimento dá mais força à estratégia do PL de apostar na maioria das cadeiras no Senado a partir de 2027. O plano é uma das principais apostas dos bolsonaristas para ditar pautas no Congresso, além da prerrogativa da Casa de ser responsável por pautar pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Fonte: R7 Planalto


