
O varejo físico brasileiro encerrou junho de 2026 com queda de 2,6% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Índice de Performance do Varejo (IPV), desenvolvido pela HiPartners. O levantamento mostra um cenário misto entre os diferentes canais: enquanto as lojas de shopping avançaram 1,21% nas vendas, as lojas de rua tiveram retração de 2,25%.
“Junho manteve o comportamento misto observado no mês anterior. Os dados mostram diferenças importantes entre fluxo de consumidores e faturamento, o que indica um consumidor mais seletivo nas compras. Ao mesmo tempo, os shoppings registraram crescimento nas vendas mesmo com estabilidade na visitação, enquanto as lojas de rua tiveram aumento de fluxo sem reflexo no faturamento”, afirma Flávia Pini, sócia da HiPartners.
Pela ótica da visitação, as lojas de rua receberam 1,1% mais consumidores na comparação com junho de 2025, enquanto os shoppings apresentaram leve retração de 0,3% no fluxo. O ticket médio nacional recuou 0,4% na comparação anual. No recorte regional, o indicador avançou 3,2% no Centro-Oeste e 1,6% no Sul, enquanto Nordeste (-0,5%), Norte (-0,2%) e Sudeste (-0,2%) registraram retração.
Na análise regional do fluxo de consumidores, o Centro-Oeste liderou o desempenho, com crescimento de 33,7%, seguido pelo Nordeste (+11,8%) e Sudeste (+1,1%). Em contrapartida, Norte (-28,9%) e Sul (-5%) assinalaram queda na visitação.
Já no faturamento, apenas Centro-Oeste (+1,17%) e Sul (+0,44%) encerraram o mês em alta. Sudeste (-3,19%), Nordeste (-1,83%) e Norte (-1,22%) fecharam junho com retração nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os segmentos monitorados pelo IPV, os destaques ficaram por conta de móveis e eletrodomésticos, que cresceram 17,96%, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, com salto de 13,96% no faturamento, liderando o desempenho entre os setores acompanhados pelo índice.


