
Foto : Corsan Aegea / Divulgação
Cerca de 391 mil imóveis estão desabastecidos e outros 1,1 milhão estão sob risco de interrupção, elevando para aproximadamente 1,5 milhão o impacto potencial. O boletim situacional mais recente identifica as economias efetivamente desabastecidas e relaciona as ocorrências à interrupção ou oscilação do fornecimento de energia.
A maior concentração de imóveis com falta de água está na Região Metropolitana, onde seis municípios somam cerca de 253 mil economias desabastecidas. As cidades mais afetadas são Gravataí, Cachoeirinha, Esteio, Alvorada e Viamão. Na Região Sul e no Vale dos Sinos, são cinco municípios, são eles Montenegro, Santa Vitória do Palmar, Jaguarão, Capão do Leão e Pinheiro Machado com aproximadamente 67 mil economias desabastecidas. No entanto, é a região que concentra maior número de estruturas sem energia (59) podendo afetar o abastecimento em 27 cidades.
No Vale do Taquari, as cidades de Lajeado, Pantano Grande, Taquari e Estrela são as mais atingidas com 41 mil imóveis sem água. Já as cidades de Santana da Boa Vista e Rio Pardo na Região Central já registram 15 mil economias sem água com dez ativos da companhia afetados.
Na Região Leste da Corsan, Glorinha e Santo Antônio da Patrulha somam 15 mil residências desabastecidas.
Desde as primeiras ocorrências, equipes de operação, manutenção e engenharia atuam em força-tarefa, realizando manobras nos sistemas, acompanhando os níveis dos reservatórios e mobilizando geradores para unidades estratégicas onde há disponibilidade e condições técnicas de instalação. O cenário é monitorado pelo Centro de Operações Integradas, que acompanha a situação das estruturas e orienta as ações em campo.
A abrangência do impacto está relacionada à extensão das interrupções de energia. Entre os ativos atingidos estão estações de captação e tratamento de água e sistemas de bombeamento, que funcionam de forma integrada para captar, tratar e distribuir água à população. Quando diferentes pontos dessa cadeia ficam sem energia ao mesmo tempo, o abastecimento pode ser comprometido em várias cidades.
As concessionárias de energia foram acionadas para restabelecer o serviço. Enquanto isso, as equipes da Corsan trabalham para manter os sistemas em funcionamento onde há condições operacionais e preparar as estruturas para a retomada da produção e distribuição assim que a energia retornar.
Geradores estão sendo utilizados em pontos estratégicos, mas são uma medida de contingência e não substituem integralmente o fornecimento regular de energia. A Corsan possui aproximadamente 4 mil pontos de alimentação elétrica distribuídos pelo Estado, necessários à operação dos sistemas de água e esgoto.
Após o retorno da energia, a normalização do abastecimento é gradual. É preciso retomar a captação e o tratamento, recuperar os níveis dos reservatórios e restabelecer a pressão das redes. Por isso, áreas mais altas ou distantes dos centros de reservação podem levar mais tempo para ter o serviço normalizado.
Fonte: Correio do Povo


