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“Esquerda não é majoritária em Porto Alegre, por isso está fora do poder há 25 anos”, diz secretário

Secretário Leonardo Pascoal - Foto: Fabiano do Amaral / CP
Leonardo Pascoal diz que ato de Lula destoa de representação do PT em Porto Alegre – Foto: Fabiano do Amaral / CP

A marcha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Porto Alegre, na segunda-feira (19), não significa expansão do PT na Capital, diz o secretário de Educação, Leonardo Pascoal.

De acordo com Pascoal, que também é coordenador da equipe de transição do governador eleito, Luciano Zucco (PL), o alcance do petismo pode ser avaliado nas eleições municipais, estando a sigla fora da prefeitura desde 2001.

“A esquerda não é majoritária em Porto Alegre, por isso está fora do poder há 25 anos. Lula pode ter um ecossistema favorável em parte do funcionalismo e em algumas universidades, o que não ecoa na maioria da população. Ele não converte votos ao restante do PT. Logo, nas eleições municipais, sempre que há união entre direita e centro, a esquerda perde”, avalia Leonardo Pascoal.

Para o secretário, ademais, a oposição encolheu por causa das pautas identitárias. Igualmente, ainda na visão dele, a falta de sucessor político é outro motivo da concentração de votos da esquerda em Lula.

“A esquerda abraçou pautas identitárias e, desde então, acabou se afastando da vida real, ou seja, perdeu aderência entre a população mais humilde. Portanto, a maioria de seus candidatos não vive a realidade de Porto Alegre”, afirma Pascoal.

Na Capital, Lula manteve dianteira no primeiro turno, apesar de, em comparação com 2022, ter feito 35 mil votos a menos. Já no restante do Rio Grande do Sul, teve 511.913 votos a menos do que na disputa de quatro anos atrás.

Lula faz marcha na Capital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu milhares de apoiadores em Porto Alegre, durante mobilização considerada a maior de sua campanha em solo gaúcho. Em um carro de som, acompanhado dos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, além do senador Paulo Paim, Lula cobrou abertura dos sigilos telefônico e bancário de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), garantindo que fará o mesmo em relação a si e sua família.

“Vou entregar procuração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo abertura do sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e do pai dele. Também abrirei sigilos meu, de meus filhos e de minha mulher, e quero que ele entregue o dele, do pai e dos irmãos. Eu quero saber onde está os R$ 134 milhões do Banco Master”, afirmou Lula.

Olívio Dutra e Lula durante campanha em Porto Alegre - Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
Olívio Dutra e Lula durante campanha em Porto Alegre – Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

Ademais, o presidente também xingou o candidato do PL, adicionando ter sentido constrangimento ao debater contra ele na Band. “Me senti encabulado por participar do debate com um miliciano desqualificado. É triste, mas é verdade: um presidente da republica participando de debate ao lado de miliciano, ouvindo mentiras”, disse Lula.

Marcha de Lula em Porto Alegre - Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
Marcha de Lula em Porto Alegre – Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

De acordo com o ex-deputado Edegar Pretto, coordenador da campanha de Lula no Estado, a mobilização reuniu público diverso. “Não é um movimento de partidos. Vemos participação de mulheres e jovens, que dão apoio em função de suas convicções”, considerou.





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