
Em um cenário em que as empresas precisam ser cada vez mais rápidas, seguras e inteligentes para sobreviver e a velocidade e a segurança não são mais diferenciais, mas pré-requisitos, 2026 desponta como um ponto de virada para a tecnologia corporativa. Avanços em inteligência artificial, segurança de dados e automação deixaram de ser diferenciais e se tornaram pré-requisitos em um ambiente cada vez mais competitivo. Referência global em inovação e soluções tecnológicas, a TRINCA observa atentamente as tendências que estão moldando o futuro e projeta quais serão as principais já no próximo ano.
- IA assumirá ainda mais a força de trabalho digital
Em 2026, a inteligência artificial deixará de ser “assistente” para se consolidar como força de trabalho digital. Agentes inteligentes autônomos passarão a executar parte significativa de tarefas operacionais: análise de dados e riscos, atendimento, classificação de documentos, revisão e decisão automatizada.
“Acreditamos que o hype da IA generativa tenha se estabilizado. A próxima onda deve ser muito voltada à evolução e lapidação dos agentes que estarão é a dos Agentes Autônomos integrados aos sistemas corporativos e legados, elevando eficiência, reduzindo erros manuais e liberando pessoas para trabalhar em demandas mais estratégicas”, afirma Gabriel Bustamante, Head of IA & Engineering da TRINCA
- Criptografia pós-quântica inicia nova era na segurança de dados
A próxima geração de proteção de dados será baseada em criptografia que resiste à computação quântica. Como computadores quânticos evoluem, as criptografias tradicionais, que dependem de chaves complexas de segurança tradicionais, podem se tornar vulneráveis. A tendência é o início da migração para protocolos de criptografia capazes de resistir a esse poder de processamento
Setores sensíveis, como Seguros, Saúde e Finanças, devem puxar a fila nos investimentos em segurança de dados. “A segurança quântica deixa de ser uma visão futurista e passa a ser uma necessidade estratégica. As empresas que iniciarem a transição em 2026 estarão muito mais preparadas e protegidas para o cenário que se aproxima”, pondera Bustamante.
- Automação Inteligente (Hyperautomation) será para tudo, em todo lugar, a todo momento
Plataformas de automação inteligente se tornarão ainda mais sofisticadas, unindo IA Não se trata mais de automatizar uma tarefa isolada, mas processos inteiros. A hiperautomação orquestra IA, automação de processos (RPA), análise de dados e integração entre sistemas. Essa convergência permitirá que empresas automatizem fluxos complexos, prevejam gargalos em tempo real e reajam de forma proativa a falhas ou oportunidades.
Na prática: um processo de sinistro em uma seguradora poderá ser aberto, analisado, validado e pago em minutos, com a IA conectando o sistema de atendimento ao financeiro sem intervenção humana, a menos que uma fraude seja suspeitada.
- Hiperpersonalização orientada por dados: experiências cada vez mais únicas
No próximo ano o uso de dados corporativos será cada vez mais refinado para oferecer experiências altamente personalizadas. Sistemas de IA combinados com analytics avançado permitirão oferecer produtos, serviços ou jornadas específicas para cada cliente, colaborador ou parceiro. Isso se mostra especialmente relevante em mercados como Seguros, Saúde, Varejo e Banking,nos quais a personalização pode ser um grande diferencial competitivo, fazendo com que as empresas antecipem necessidades antes mesmo que o cliente as manifeste.
No setor bancário ou de seguros, isso significa ofertar uma proteção específica momentos após o cliente realizar uma transação que indique uma mudança de vida (como a compra de um imóvel ou o nascimento de um filho), aumentando a conversão pela relevância contextual.
- Eficiência enérgética: uma pauta urgente (Green IT)
A busca por eficiência energética deve se consolidar como uma das prioridades de investimento em tecnologia ao longo de 2026. Com a pressão crescente por operações sustentáveis, redução de custos e otimização de infraestrutura, empresas de todos os setores estão revendo arquiteturas de TI para consumir menos energia e entregar mais performance. Isso envolve desde a adoção de data centers mais eficientes e chips especializados até modelos de IA que exigem menos poder computacional para gerar resultados de alto impacto.
A sustentabilidade deixa de ser apenas pauta de ESG e vira pauta financeira e técnica. Modelos de IA consomem muita energia; logo, criar códigos mais limpos e arquiteturas otimizadas será crucial.
“A busca por eficiência energética será uma prioridade técnica. O desafio de 2026 será: como entregar mais performance computacional consumindo menos? Isso envolve desde a escolha de data centers até o desenvolvimento de algoritmos de IA mais ‘leves’, que geram alto impacto com menor custo de processamento”, finaliza Bustamante.


