
A pré-candidata ao governo do Estado, Juliana Brizola (PDT), se comprometeu a, caso eleita, não aumentar as alíquotas de ICMS e foi além, afirmando que irá estudar uma redução dos percentuais. “É claro que, quando vem um déficit de R$ 4,8 bilhões, nós vamos ter que sentar de novo nessa mesa para conversar. Mas eu acho muito importante que a gente pense, nem que seja gradualmente, em minorar essas alíquotas para que possamos garantir o mínimo de competitividade”, disse Juliana em reunião-almoço promovida pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sincodiv).
A promessa vai ao encontro das propostas de Juliana para o setor, entre elas a de manutenção de isenção do IPVA para veículos elétricos e a ampliação desse benefício para motos de até 200 cilindradas, principal pleito do sindicato. “A questão das motocicletas nós estamos atrasados. O Estado não pode ser esse entrave. Claro que nós precisamos sentar numa mesa e dialogar, ver de onde tirar e fazer uma conta. E essa conta tem que ser feita com o setor interessado”, complementou.
A pré-candidata fez uma forte defesa do Estado enquanto parceiro do setor empresarial, defendendo a construção de uma isenção para os veículos híbridos também (elétricos e a combustão). A entidade vem realizando uma série de encontros com os pré-candidatos ao Palácio Piratini a fim de conhecer as propostas para o Estado e o setor. O primeiro a falar foi o vice-governador Gabriel Souza (MDB), na última semana.
Juliana compareceu ao evento sem o restante da chapa, mas fez alusão e comentários positivos sobre o seu pré-candidato a vice, Edegar Pretto (PT), durante sua apresentação. Questionada se a aliança com a legenda de esquerda seria um “casamento permanente”, ela garantiu que não. “Somos bem distintos do PT, na verdade. Tanto é que se fôssemos iguais a gente estaria no mesmo partido, não precisaria ter dois partidos. Ocorre que em uma caminhada para um cargo executivo, ninguém vai sozinho, não tem como ir sozinho”, comentou.
A parceria entre as duas siglas nasceu por meio da imposição do PT nacional, que abriu mão da cabeça de chapa para alinhar-se com o PDT, a fim de construir um palanque único para o presidente Lula no RS. Segundo Juliana, o arranjo político, além da união de forças, foi “uma convergência para apresentar um projeto para o Rio Grande do Sul, porque a gente não acredita no outro lado”. A referência da pré-candidata diz respeito ao nome apoiado por Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao governo do Estado, o deputado federal Luciano Zucco (PL).
Fonte: Flávia Simões / Correio do Povo