
Após protestos, indígenas voltaram a comercializar produtos artesanais no Centro Histórico, com a liberação para montagem de bancas na Avenida Borges de Medeiros, próximo à Esquina Democrática. A venda segue proibida ao longo da Andradas, no espaço delimitado para o corredor de passagem para veículos de emergência, projeto desenvolvido pela Secretaria de Obras e Infraestrutura de Porto Alegre, implementado na última segunda-feira.
Nessa terça, integrantes de diferentes comunidades participaram de uma reunião com representantes da prefeitura. Adão Salvador, cacique de uma aldeia localizada no bairro Chapéu do Sol, reforçou que ficou acordado que a comunidade apresentará um projeto à Administração Municipal, para ser viabilizada a construção de uma estrutura exclusiva para a comercialização dos produtos indígenas.
Ele contou que há dezoito anos expõe artesanatos na Andradas, e que, num primeiro momento, a prefeitura sinalizou a esquina da Rua José Montaury com a Praça XV como alternativa para colocação das tendas, porém, a proposta foi recusada.
Em nota, a prefeitura informou que com a reorganização do espaço público após a conclusão das obras do Quadrilátero Central e a implantação da faixa exclusiva para veículos de emergência no Calçadão da Rua dos Andradas, não é mais possível a realização de comércio diretamente sobre o leito da via, visto que a mudança atende, inclusive, a orientações técnicas do Corpo de Bombeiros.
Reforçou ainda que, ao longo dos últimos meses, o Município realizou dezenas de reuniões com representantes da comunidade. Para finalizar, destacou que a Prefeitura mantém diálogo permanente com representantes indígenas e a Funai para construir soluções que permitam a continuidade da atividade indígena.