
Passava das 11h quando o governador Eduardo Leite chegou até a fila, próximo a sessão 131, no Instituto de Educação Assis Brasil, em Pelotas. Após ir ás urnas, e fazer a sua escolha pessoal entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele falou sobre a polarização, que divide o país no segundo turno das eleições presidenciais.
“Seja qual for o resultado desta eleição, que se espera algo em torno de 51 a 49¨%, a comemoração de quem vencer não pode ser de celebração de uma derrota de outro lado, como se tivesse esmagado uma parte dos brasileiros”, disse.
Leite afirmou esperar que o eleito faça gestos direção dos eleitores do outro lado. “O país precisa ser minimamente pacificado. Os brasileiros estão exaustos deste confronto, dessa guerra permanente. Eu sou um dos brasileiros que vem as urnas olhando para os dois candidatos como caminhos ruins”, opinou.
Para o governador, o ideal é que as instituições sejam fortalecidas, para que os eleitores parem de ir ás urnas em busca de um salvador da pátria.
“Nossas instituições precisam ser fortalecidas para que nós possamos realmente trabalhar em uma lógica de pacificação, de construção, de futuro, que é mais de longo prazo. Os dois lados consideram que o outro deve ser exterminado, no final das contas o país acaba se fragilizando como nação. Precisamos construir pontes e fazer com que o país tenha minimamente pacificação para ir adiante”, opinou.
Transição do Governo
Leite também falou sobre o trabalho de transição entre a própria equipe e a do governador eleito Luciano Zucco. “Compatilhamos as informações com absoluta transparência. Organizamos reuniões temáticas. O trabalho de transição é um exemplo para o Brasil”, observou.
Ele garantiu que nesta semana a equipe do atual governo deve repassar todas as informações de cada uma das secretarias, como contratos, dados, informações, riscos, prazos que vao se encerrar nos primeiros meses do ano que vem. “Tudo isto está sendo entregue com absoluta transparência para o próximo governo. Não está tudo resolvido, tem um monte de coisas por fazer e eu estou entregando todas as informações para que o próximo governador possa continuar de onde estamos para melhor”, concluiu.
Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo

